2ª Tarde Literária traz magia do folclore para Ginásio Irineu Bornhausen

Desenhos, pinturas, colagens, releituras de obras, redações, caracterizações. Em qualquer canto do Ginásio de Esportes Governador Irineu Bornhausen era possível absorver cultura e aprender um pouco mais a respeito do folclore nacional e da região. Ao menos, esse era o objetivo da 2ª Tarde Literária de Camboriú, realizada na tarde desta quinta-feira, dia 24. O encontro, organizado pela Secretaria de Educação, reuniu centenas de alunos da educação infantil às séries finais do Ensino Fundamental e também abordou a inclusão como tema.

Na abertura, alunos das escolas Andrônico Pereira e Clotilde Ramos Chaves fizeram apresentações de dança sobre o boi de mamão, personagem típico do folclore açoriano. O coral do Clotilde Ramos também realizou uma apresentação musical. A secretária de Educação, Alecxandra Vitorassi Rosa, parabenizou todas as pessoas envolvidas com a Tarde Literária e não escondeu o orgulho em ver as exibições. “Trabalhar o folclore e a inclusão com crianças e adolescentes é muito importante. Mas, o mais relevante é a integração entre as escolas e as creches, a troca de aprendizados e informações. É gratificante ver nossos alunos aprendendo e valorizando a nossa história”, pontua.
Para levar a magia do folclore até os estandes de exposição, professores da rede municipal iniciaram, no início de agosto, ações em sala de aula para inserção dos temas e produção dos trabalhos. A professora do Centro de Educação Infantil (CEI) Neide Merísio Molleri, Neide Regina Cesário, por exemplo, criou uma estrutura que fizesse alusão ao Sítio do Pica-pau Amarelo – obra do autor Monteiro Lobato publicada entre 1920 e 1947.
“Precisamos mostrar para as crianças um pouco da literatura, das brincadeiras ditas como antigas. Ao trabalhar isso em sala, ficou claro que elas se encantaram. Para chegar ao resultado final, mostramos vídeos da série de televisão e lemos partes dos livros. Isso as ajudou nos desenhos produzidos e até na caracterização para apresentação aqui”, comenta Neide quanto à escolha do tema.
Celso André, de seis anos de idade, e Adrielly, de cinco, ambos do CEI Otília Santos da Silva, produziram releituras de uma pintura do Boitatá – feita pela artista Lívia Pessoa. Já Vitor Hugo, de três anos, matriculado na creche Maria Russi, desenhou um boi de mamão ao lado de um cavalo, e da mamãe e do papai dele. No meio da multidão, os três eram algumas das crianças que mais mostravam animação e apreço pelo evento.
Como reconhecimento ao esforço das crianças e professores, uma comissão técnica formada por secretários e vereadores do município elegeu os primeiros e segundos lugares em três categorias pré-estabelecidas: educação infantil, anos iniciais e anos finais. Os nomes serão divulgados em breve.
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