Após morte de macaco, Saúde recomenda vacina contra febre amarela em bairro de Itajaí

Após a morte de um macaco da espécie sagui em Itajaí, no Vale, a Secretaria de Saúde municipal recomenda que moradores do bairro São João tomem a vacina contra a febre amarela. O corpo do animal passou por necropsia e o material foi encaminhado para análise do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) de Santa Catarina, mas ainda não há confirmação para a doença.

A imunização é recomendada para quem mora num raio de 300 metros da Rua Hélio Douat de Menezes, onde o macaco foi encontrado, e que nunca tenha tomado a vacina. O comunicado aos moradores começou a ser distribuído na quinta-feira (4).



Ainda não se sabe a procedência do macaco. Uma mulher contou à pasta da Saúde que chegou em casa e viu o cachorro dela com o sagui morto a boca.

O município está em estado de atenção em relação ao mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da doença, e por essa razão a Diretoria de Vigilância Epidemiológica Estadual (Dive-SC) recomendou que o caso seja considerado suspeito para febre amarela.

A Secretaria de Saúde do município orienta que em caso de febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor nas costas, mal estar, calafrios, náuseas, tonturas, dor abdominal ou olhos e pele amarelados, deve ser procurado atendimento médico.

Demais bairros

A administração municipal disse que já estava prevista para este mês a intensificação da vacinação na área rural do município e que na próxima semana os moradores começarão a ser avisados para procurar uma unidade de saúde. A partir de dezembro, a previsão é que o restante da população seja vacinado.

Vacina

A imunização é a única forma de evitar a transmissão da febre amarela. Devem ser vacinadas com dose única pessoas de 09 meses a 59 anos. Quem já tomou a vacina, não precisa se imunizar novamente.

A vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses e nos casos de reação anafilática a ovo de galinha e seus derivados. Gestantes, mulheres em período de amamentação, pessoas acima de 60 anos, indivíduos portadores de HIV, pessoas com doenças autoimunes, pacientes com doença neurológica de natureza desmielinizante e pacientes transplantados de células tronco da medula óssea só poderão receber a vacina com prescrição médica.

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