Boeing apresenta proposta ao governo para criar empresa em parceria com a Embraer

Acordo entre as duas companhias seria apenas na operação comercial, mantendo a autonomia do Brasil sobre a área de defesa da Embraer.

A fabricante americana de aeronaves Boeing apresentou ao governo brasileiro, na quinta-feira (1º), proposta de parceria com a Embraer para unir as operações de aviação comercial das duas empresas. Caso o acordo se concretize, uma terceira marca seria criada para unir os serviços, mantendo a autonomia do Brasil sobre a área de defesa da Embraer, segmento que o governo considera estratégico e não abre mão de gerir. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 O Planalto ainda não decidiu sobre a proposta, mas criou um comitê para avaliar o negócio estudar o novo modelo. Logo após os rumores sobre a negociação, as ações da Embraer subiram quase 5% nesta sexta-feira (2) na bolsa de valores.

Fontes ouvidas pela publicação apontam que o Planalto avalia apenas questões protegidas pela chamada golden share — que dá poder de veto ao governo federal. A Embraer, nascida como grupo estatal em 1969, foi privatizada em 1994, mas o Estado conservou a golden share, que lhe permite intervir em questões estratégicas. Segundo intermediários, o governo não está interferindo nas questões comerciais do acordo que está sendo costurado entre as duas companhias.



A Embraer, terceira maior fabricante mundial de aviões comerciais, e a Boeing, que disputa com a europeia Airbus a liderança do setor, revelaram em dezembro que discutiam uma fusão. O governo brasileiro, entretanto, indicou rapidamente que estava decidido a manter seu poder de veto sobre a empresa de São José dos Campos, em nome da “soberania nacional”.

 

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