Caixas de som na praia viram febre em Balneário Camboriú

As caixas de som são febre na praia em Balneário Camboriú. Alguns banhistas chegam a considerar o aparelho indispensável. Ele gera polêmica por causa da preferência musical e o volume. A Polícia Militar chega a recolher equipamentos maiores que perturbam o sossego dos moradores nas madrugadas.

Na Praia Central, é possível ouvir diferentes estilos musicais: eletrônico, sertanejo, funk, pagode e até música tradicional gaúcha.



O kit praia ganhou mais um item neste verão. Além do guarda-sol e da cadeira, a caixa de som já é quase indispensável. Elas já apareceram faz alguns verões, mas nesta temporada viraram febre.

Polêmica

A advogada Laísa de Mattos sempre traz caixa de som para a praia. “Tem que acompanhar para todo mundo ficar animado”, disse. O problema é quando o banhista vizinho não gosta do pagode que ela escuta. “A gente tem que entrar num a acordo, uma musiquinha que dê certo para todo mundo”, brincou.

A professora Angélica Corrêa é uma das banhistas que não gostou do som alto na praia. “A gente vem para a praia com os familiares e a gente não consegue conversar. É uma questão de bom senso mesmo”, declarou.

Legislação

Em alguns casos, o volume da caixa de som na praia não é só uma questão de respeito, pode virar perturbação do sossego, como os casos de recolhimento feitos pela PM. Porém, o município não tem uma legislação própria para isso.

“Não há uma previsão legal para multa hoje. Estamos estudando até uma possibilidade. Quando conseguimos acabar com os carros de som, apareceram essas caixinhas”, disse o diretor de fiscalização da prefeitura, Samir Daud.

“O teu espaço vai até onde começa o espaço do outro. O respeito é tudo, tem que partir da gente”, afirmou a professora Valéria Dornelles.

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