Curiosidades a bordo de um Volvo Ocean 65 atracado em Itajaí

Durante oito meses, um Volvo Ocean 65 é a casa e o escritório dos velejadores da regata de volta ao mundo. Com as instalações nada tradicionais, os participantes a bordo (podem ser até 11) se alimentam com comida desidratada (altamente nutritiva, mas pouco saborosa), se revezam em turnos de quatro horas de trabalho, descansam em beliches que se inclinam e se mexem conforme as condições de navegação, e passam a maior parte do tempo molhados.

Todos os sete veleiros participantes da Volvo Ocean Race são iguais: têm seis velas de 120 quilos cada para diferentes condições de tempo e mastro com 30 metros de altura, com área vélica de 578 metros quadrados – quando aberta, tem o tamanho de duas quadras de tênis. O veleiro foi construído para ter velocidade e pode atingir velocidade de 30 nós, ou mais de 50 quilômetros por hora.

Para ser construído, montado e pintado, um Volvo Ocean 65 leva sete meses e consome 36 mil horas de trabalho. O interior do barco é praticamente uma concha vazia com pontos de trabalho para o navegador, o comandante e o repórter a bordo. Os velejadores se revezam em turnos para o cumprimento de tarefas no barco e para as atividades pessoais como higiene alimentação e dormir, mas podem ser interrompidos caso as condições não sejam favoráveis e a equipe precise de reforço.

A cozinha se resume a um simples fogão a gás, onde os velejadores fervem água para cozinhar a comida desidratada em saquinhos. Na hora de ir ao banheiro, tem a opção de um sanitário sem porta no interior do veleiro. Já o banho é ao ar livre, com a chuva.

Os sete barcos participantes desta edição da prova enfrentam as condições mais extremas para conquistar o troféu da maior regata de volta ao mundo. O público tem até as 18h deste domingo para aproveitar a Vila da Regata de Itajaí. A cerimônia de despedida dos velejadores inicia ao meio-dia.

 

Confira algumas imagens:

Fotos de Sam Greenfield

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