Doado há 4 anos, aparelho de mamografia nunca foi usado em Barra Velha

único mamógrafo de Barra Velha, Litoral Norte do estado, nunca foi usado. A prefeitura da cidade recebeu o aparelho da Secretaria de Estado da Saúde no começo de 2013. E, desde então, o equipamento está parado em uma rampa que liga a Secretaria Municipal de Saúde ao Pronto Atendimento.

O prefeito na época em que o aparelho foi recebido, Claudemir Matias (PSB), disse à NSC TV que a intenção era oferecer o exame para as mulheres da cidade e do entorno. Mas, depois a prefeitura fez os cálculos do custo para oferecer o serviço e chegou à conclusão de que seria mais barato enviar as pacientes para fazer o exame em outras cidades.

Os cálculos apontaram que seriam gastos de R$ 30 mil a R$ 40 mil por mês com folha de pagamento de técnicos e de um médico. E seria preciso preparar uma sala com paredes de chumbo, com custo estimado em R$ 100 mil. Segundo a prefeitura, a decisão foi não colocar o aparelho em uso.

Enquanto isso, em média, 200 mulheres de Barra Velha precisam se deslocar para Joinville e Balneário Piçarras por mês para fazer mamografia. Os exames em Joinville são pagos pelo estado. Em Piçarras, é feito um acerto entre as prefeituras.

Sem solução

A intenção, segundo o último secretário municipal de Saúde da gestão anterior, Ronnye Peterson, era doar o equipamento para a Rede Feminina de Combate ao Câncer, mas a doação não teria base legal. O aparelho ficou para o atual secretário de Saúde, Rovani Delmonego, descobrir se o aparelho ainda funciona.

“Esse mamógrafo a gente vai ter que pegar uma equipe que entenda dele, seja responsável por essa área para fazer um levantamento total desse equipamento para saber se ele está em condições de uso, se ele tem condições de recuperação e, se tiver, qual o valor também. Para ver se o custo-benefício vai valer a pena a gente continuar ainda a investir nele ou devolver para o estado”, disse Delmonego.

Em Barra Velha não há Rede Feminina de Combate ao Câncer, é a Associação de Apoio a Pessoa com Câncer que presta assistência. A presidente da entidade, Loreti Torres da Silva, reforça a importância do exame no combate ao câncer de mama: “Muitas não vão por preconceito fazer o seu exame de mamografia, mas é muito importante. Tendo a mamografia detectado o câncer, ela já poderá iniciar o seu tratamento”.

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