Empresa investigada pela DEIC não é a Rosar Alimentos.

A edição do Jornal impresso Diarinho desta sexta-feira, dia 06, divulgou uma notícia que diz : “Dono de distribuidora de Balneário tá sendo investigado por comprar óleo roubado”.
O texto, traz as informações ligando a empresa a prisão de oito pessoas efetuada pela DEIC na última quarta-feira.
A carga teria sido receptada em Araquari e armazenada em um galpão na cidade de Camboriú. Na prisão, um dos envolvidos disse os locais onde teria vendido o produto do roubo.

A matéria, onde afirma que o dono da empresa Rosar Alimentos esta sendo investigada, tem como base uma foto de um boletim de ocorrência que circulou nas redes sociais e grupos de WhatsApp onde um dos presos teria alegado que vendeu para a referida distribuidora.



A reportagem do Visse? teve acesso a documentos que comprovam que, embora o filho do dono da Rosar tenha sido conduzido, e não preso, para prestar depoimento, a empresa investigada não é a mesma anunciada no jornal.
Renan é funcionário administrativo desde 2015 da CEJ Distribuidora, de São João Batista e com sede em Balneário Camboriú. A empresa do ramo alimentício, tem como foco produtos de “armazém”, bem diferente do ramo de carnes e frios que sempre foi carro chefe da Rosar.

O patrão de Renan, é Claudio Estevão Junior, dono da CEJ Distribuidora. E, de fato, embora as cotações com fornecedores sejam feitas por Renan, quem dá o aval é o patrão. Cláudio deve ser ouvido pela DEIC nos próximos dias.

Boa Fé da Empresa

Em depoimento, o funcionário da CEJ Distribuidora, relatou que um vendedor de nome “Valério” entrou em contato para vender óleo de soja da marca “Leve”. Como a empresa já havia comercializado a mesma marca, iniciou-se uma negociação para a compra de 65 caixas com 20 unidades cada. O funcionário ainda relatou que o vendedor Valério parecia sempre agitado nas negociações e aparentava pressa em vender o produto. Embora tenha notado o comportamento estranho do vendedor, o funcionário não desconfiou em momento algum que pudesse se tratar de produtos roubados. Mesmo porque o valor negociado estava dentro dos valores de mercado.

Finalizada a compra, o pagamento foi feito em cheque pré datado, que foi sustado logo após a apreensão das mercadorias, e que a nota fiscal eletrônica da aquisição seria enviada por email para a empresa, procedimento comum nestes casos. Assim que os policiais da DEIC estiveram na empresa e apreenderam os produtos que estavam no depósito da CEJ Distribuidora, o funcionário ligou para o vendedor que não atendeu os telefonemas. Mais tarde, o vendedor retornou a ligação afirmando novamente que a nota seria enviada em seguida.

Todos os documentos, registros, copia do cheque, bem como as imagens das câmeras de segurança do local, estão em poder da DEIC para serem analisados.

Das prisões

Os outros 6 homens que foram presos, tiveram suas prisões preventivas decretadas e estão detidos a disposição da justiça no presídio da Canhanduba.

 

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