Grávida foi morta por estrangulamento, diz laudo final do IML

A causa da morte de Andreia Campos Araújo, de 29 anos, grávida de três meses, em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, foi estrangulamento (asfixia mecânica), apontou o laudo final do Instituto Médico Legal (IML) divulgado nesta sexta-feira (10). Preliminarmente, o órgão havia informado que a morte tinha sido provocada por traumatismo craniano. O marido dela, Marcelo Kroin, de 38 anos, está preso e foi indiciado por feminicídio.

Andreia foi encontrada morta enrolada em um cobertor dentro de um carro na garagem de casa, no domingo (5). Kroin foi detido em flagrante após confessar a autoria do crime à polícia e teve a prisão convertida em preventiva na segunda (6).



G1 não conseguiu contato com a defesa do suspeito. O delegado Carlos Crippa, responsável pelo caso, confirmou o recebimento do laudo e o envio do documento ao fórum.

Depoimentos

Segundo a Polícia Civil, Kroin confessou que atingiu a mulher com um soco no domingo (5) e que ela bateu a cabeça depois, morrendo em seguida. À PM, o marido afirmou que o crime ocorreu depois de uma briga do casal, que Andreia tentou agredi-lo e que ele deu um soco para se defender.

Conforme a Polícia Civil, Marcelo tinha passagens pela polícia por violência doméstica, tendo como vítima a ex-mulher.

Corpo no carro

Marcelo contou à polícia ter colocado o corpo da mulher no carro, por volta das 14h do domingo, e dirigido até a cidade vizinha de Canoinhas. Mas “sem saber o que fazer”, voltou para casa com o corpo da vítima dentro do veículo.

O carro foi apreendido e Marcelo foi levado para o presídio de Jaraguá do Sul.

Perícia em celulares

A Justiça determinou na segunda-feira a quebra no sigilo telefônico de Marcelo. Será feita perícia nos telefones celulares apreendidos na casa da vítima. O Instituto Geral de Perícias (IGP) tem dez dias para ver a relação das últimas ligações e transcrição das mensagens dos aparelhos, inclusive do marido da vítima.

G1

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