Justiça faz nesta segunda-feira audiência do caso que apura a morte de torcedor do Avaí

Três anos depois da morte do torcedor do Avaí João Grah, em 23 de setembro de 2014, a Justiça faz nesta segunda-feira à tarde a primeira audiência de instrução e julgamento do caso, em Balneário Camboriú. São réus nesse processo dois irmãos apontados pelo Ministério Público (MP) como participantes do crime. João morreu depois de ser atingido por uma pedra atirada por integrantes da torcida organizada Fúria Marcilista, do Marcílio Dias, de Itajaí. O jovem estava em uma van que voltava da partida entre Avaí e Paraná, em Curitiba, quando rapazes em dois carros atiraram pedras no veículo na BR-101, entre Balneário Camboriú e Itapema.

Segundo o MP, os envolvidos no ataque pretendiam reagir a um episódio ocorrido dias antes em Florianópolis, quando uma torcida organizada do Avaí teria jogado pedras em um ônibus de adeptos da Fúria Marcilista. O veículo onde João estava, no entanto, não era de ocupantes da Mancha Azul, o verdadeiro alvo dos suspeitos.

Dois menores apontados pela Polícia Civil como responsáveis por atiraram as pedras foram indiciados. O processo deles corre em segredo de Justiça por que eles tinham menos de 18 anos na época da morte.

Na audiência desta segunda-feira, são réus o dono de um dos carros usados pelo bando para chegar até o viaduto na BR-101 e o irmão dele, que estaria dirigindo o veículo, segundo o MP. Os dois foram denunciados por homicídio duplamente qualificado, com pena prevista de 12 a 30 anos de prisão. Três pessoas devem ser ouvidas na audiência. A mãe dos acusados e dois policiais civis que trabalharam na investigação.

Em audiências programadas para outubro e novembro prestarão depoimento os dois menores de 18 anos envolvidos na ocorrência e os acusados. Todos os suspeitos do crime estão soltos. Segundo o defensor dos dois réus alvos do atual processo, Luiz Cleto Righetto, os irmãos não tiveram envolvimento no crime:

— Vamos mostrar que os menores usaram o carro sem avisar o proprietário. Um dos menores morava na casa dele e pegou o veículo. Queremos a absolvição sumária dos dois irmãos. Não há qualquer participação deles.

Depois das audiências, o juiz Roque Cerutti decide se os acusados vão ou não a júri popular.

Inquérito demorou um ano para ser concluído

Desde o começo, o caso João Grah enfrenta diferentes barreiras. A primeira foi a demora na investigação. A Polícia Civil concluiu a investigação apenas um ano depois do crime. Somente em 15 de setembro de 2015 o inquérito foi conluído. Foram indiciados os dois irmãos que teriam ligação com um dos carros e dois adolescentes. Pelo vídeo de uma câmera da proximidade, pelo menos nove pessoas teriam participado do ato.

 

Fonte: DC

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