Morre açougueiro baleado por engano pela PM em Piçarras

O açougueiro José Manoel Pereira, 45 anos, o Mozeca, morreu no hospital Marieta Konder Bornhausen, onde estava internado desde a madrugada de quinta-feira. Ele foi baleado por engano em uma operação do Bope, da PM, em Balneário Piçarras.
Mozeca estava em coma e respirava com a ajuda de aparelhos na UTI. O açougueiro chegou a passar por uma cirurgia, mas como tinha perdido muita massa encefálica, os médicos não tinham o que fazer. Ele ficou internado até o final da tarde de sexta-feira, quando o coração parou de bater.
O velório aconteceu na capela do cemitério de Piçarras na tarde de sábado e ele foi enterrado no domingo. Mozeca era divorciado. A única filha está grávida de sete meses e ele seria avô em breve.

Baleado por engano
Mozeca, dois sobrinhos dele e outro rapaz estavam numa festa e tinham ido a uma loja de conveniência comprar bebida. Quando escutaram os tiros do confronto da PM com bandidos que tentavam escapar pela avenida Emanoel Pinto, no centro de Piçarras, eles tentaram fugir de carro.
A polícia os teria confundido com parte do bando que tentava arrombar a agência do banco do Brasil e disparou várias vezes contra o carro. Um tiro acertou a cabeça de Mozeca. Os sobrinhos foram baleados de raspão.
A família garante que Mozeca não tinha nada a ver com o arrombamento. Revoltados com a ação da PM, os familiares já conversaram com um advogado e vão processar o Estado. “Foi um absurdo o que fizeram conosco, quase mataram todos. Queremos justiça”, falou um familiar.

Suspeitos identificados
Os policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) estavam monitorando uma quadrilha especializada em roubo a caixas eletrônicos. Na madrugada de quinta, os integrantes tentaram explodir a agência do BB, na avenida Nereu Ramos, mas foram surpreendidos pelos policiais e houve a troca de tiros.
Dos cinco integrantes da quadrilha, dois foram mortos pela PM durante tentativa de fuga. Um deles é o Adriel Rodrigues Lopes, 21 anos, de Tijucas. O rapaz respondia a um processo criminal.
O outro foi identificado apenas como Osni, mas a identidade dele não foi confirmada até agora. Um terceiro foi preso e outros dois conseguiram escapar. A polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso.

 

Fonte: Diarinho

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