O sal da sopa – Ao meu ver – por Gian Del Sent

A culinária na Maravilha do Atlântico tem proporcionado pratos interessantes e outros nem tanto. No meio dos pratos exóticos e outros mais tradicionais, tem aqueles que ninguém aguenta nem com o cheiro. Executivo, legislativo e cotidiano tem vários deles.

Morangos Arnaud



Os morangos mais caros que uma Ferrari. Assim é o Pronto Socorro e Centro de Diagnose do Ruth Cardoso. Construído em 2013 com um custo de 5,3 milhões de reais, o prédio nunca foi usado. 5 anos se passaram e a rapidez com que a estrutura se deteriorou mostra a qualidade da obra que tem até “tomadas fake”. Sim, uma tomada que só tem a caixinha. Não tem fiação, tubulação ou qualquer coisa que a torna útil. Apenas pra constar na entrega da obra. Agora, a prefeitura vai gastar mais 215 mil para colocar a estrutura pra funcionar.

Pudim

O Pudim de Balneário é o Ruth Cardoso. Assim como a especiaria, todo mundo quer comer mas ninguém quer bancar porque fica caro e da trabalho demais fazer todo dia, o do vizinho é sempre melhor e comer na casa dos outros é mais gostoso. Com um custo de 4,3 milhões/mês, todo mundo usa, mas ninguém ajuda a pagar. Engana-se quem acha que é um problema recente. O ERD tentava a cooperação dos municípios vizinhos e do estado desde 2012 e nunca conseguiu. O que desmonta inclusive o discurso dele de que falta gestão.

Sagu

O ex prefeito de Balneário, Edson Renato, é tipo sagu. Ta em tudo quanto é lugar, se acha o querido por todos, protagoniza todo e qualquer banquete, mas quem provou, nunca mais quer saber. A maior prova disso é a votação para deputado. A cidade nada feliz com a gestão atual, o que seria um prato cheio para Piriquito, e ele tem uma votação praticamente igual ao do vice-prefeito. Hoje ele resolveu fazer uma postagem falando mal do Ruth, mas com a demagogia que sempre lhe convém, não fala que o responsável pela alta demanda é ele mesmo ao ter “aberto as portas”. Alias, como secretário regional, nada fez pelo Ruth e nem mesmo ajudou a intermediar o debate sobre o custeio. Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

Escondidinho

Tal qual a comunicação da prefeitura, tu só sabes o sabor quando cavoca o prato. Vários embates nas redes sociais e grupos de Whatsapp, oportunistas distribuindo mentiras e ninguém aparece. Depois que a coisa tá alinhada ou alguém deu a reposta adequada, vem todos dar “maiorrapoio” para o comentário. A não ser claro, que fale deles. Ai vem um monte, de imediato, rebater as críticas ao departamento. Pelo menos UMA pessoa, pela primeira vez, pediu desculpas pelo erro. Louvável, mas a atitude deveria ser mais comum.

Castanha do Pará

O prefeito de Balneário está muito bem blindado por um batalhão de puxas que insistem em mostrar uma realidade que não existe. A dura casca blinda para que os problemas não cheguem ao chefe e não mostre o nível de incompetência em diversos setores da prefeitura. Aquela coisa de sempre: as reclamações são de viúvas de eleição, é só um grupinho, o povo te ama, tá tudo certo e por ai vai. Quando se consegue ultrapassar a barreira de blindagem e leva-se o problema diretamente ao alcaide, ele consulta justamente quem o blinda para saber o que acontece. E mais uma vez, pintam uma realidade que não existe e tudo continua igual.

Boi no Rolete

O resultado até pode ser bom, mas o tempo de brasa é bem grande. Antes de tudo, tem que saber preparar, senão pode por tudo a perder. Assim é a Câmara de Vereadores de Balneário, onde tudo demora. As notas que citei no dia 23 ainda não foram pagas e ouvi que teve diretor que sentou em cima delas. Assim como a tão esperada Rádio Câmara que, infelizmente, Bob Júnior não verá funcionando em caráter definitivo neste mandato de presidente. Quem sabe nem em fase experimental. A reforma da sala de 6×3, e custou 25mil, ainda está longe de terminar. Até a rádio poder ser ouvida, vai longe. Tudo atrasa na casa do povo.

Virado Paulista

Esse é o discurso da oposição que não tem norte. Faz uma paçoca com diversos assuntos e possíveis denúncias que sequer são verificadas antes de serem discursadas como verdade. Tanta coisa errada para apontar e preferem se apegar a argumentos frágeis e sem fundamentos. Facilmente derrubadas por qualquer um que tenha um pouco de vontade de ir atrás da verdade. Um emaranhado de ingredientes que ninguém sabe o que é o que. Mas quem gosta da “baguncinha”, se delicia. 

Tapioca

É sem gosto, sem cheiro, sem graça, não tem muito valor nutritivo, não engorda mas também não emagrece. Resumindo, não fede e nem cheira. Só fica melhorzinho se tiver um recheio, um complemento. É o caso de muitos vereadores do legislativo de Balneário. Não “inflói nem “contribói” em nada. Mas volta e meia arruma uma polêmica para poder dar um gostinho no mandato e mostrar pra população que ainda existe. Só assim mesmo.

Miojo

Esse é alguns veículos de comunicação da região. Não tem valor nutritivo nenhum, não soma em nada e se consumida em excesso, pode fazer mal. Suas “reportagens” ficam prontas em 5 minutos. Óbvio, não vão atrás de todas as informações de ambas as partes. Apenas escrevem um texto correndo para pode bater o mais rápido possível. Ortografia e concordância verbal passam longe e no final ainda cobram a explicação que, por preguiça, não foram atrás. Pior é que os miojos se acham “o cara”, que mata a fome de todos e salva a vida da nação. Mas além de fazer mal, só é consumido por quem não tem muito conhecimento da “culinária”.
Mas tem seu lado bom. É baratinho!

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