PF deflagra Operação Unfair Play – Segundo Tempo, que investiga compra de votos na escolha do Rio para as Olimpíadas

A Polícia Federal deflagra na manhã de hoje (5) a Operação Unfair Play – Segundo Tempo, em continuidade às investigações sobre possível compra de votos para a escolha da cidade do Rio de Janeiro pelo Comitê Olímpico Internacional como sede das Olimpíadas de 2016.

A Operação, desdobramento da Operação Unfair Play, é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal.

Vinte policiais federais cumprem dois mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal/RJ, na cidade do Rio de Janeiro (Ipanema, Leblon, Laranjeiras, Centro).

Os presos serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A entrevista coletiva hoje na Superintendência Regional de Polícia Federal no Rio de Janeiro, localizada na Av. Rodrigues Alves, 01, Centro, RJ (Praça Mauá).

Confira o áudio da coletiva de imprensa.

Entenda o caso:

Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal prenderam, no dia 5 de setembro, Eliane Pereira Cavalcante, ex-sócia de Arthur César de Menezes Soares Filho, conhecido como Rei Arthur, ex-dono da empresa Facility, que é procurado pelos agentes. O objetivo é cumprir mandados contra suspeitos de comprar jurados da eleição da cidade sede da Olimpíada de 2016.

A operação, batizada de Unfair Play, é mais uma etapa da Lava Jato no Rio de Janeiro. Em março, o jornal francês “Le Monde” havia denunciado que, três dias antes da escolha da cidade, houve pagamento de propina a dirigentes do Comitê Olímpico Internacional.

Por volta das 6h, os agentes chegaram à casa de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, para cumprir mandados de busca. Os agentes permaneceram no local por cerca de 3h30. Também foram realizadas buscas na sede do COB. Às 10h15h, ele chegou à sede da PF para prestar depoimento.

Por quebra de e-mails trocados entre os sócios, o MPF descobriu que o Arthur pretendia se mudar para o Uruguai. Como há suspeitas de que o presidente do COB tenha nacionalidade russa, ele está proibido de se ausentar do país e deverá entregar todos os passaportes que possuir.

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