TRAGÉDIA ANUNCIADA: Após anos de ameaças, policial mata a família e se suicida em Camboriú

O policial militar Delmar Camargo cometeu suicídio após ter atirado na sua ex-mulher Elenir Ottowicz de 42 anos e seu filho, Davi Gabriel, de quatro anos, no bairro Tabuleiro, em Camboriú.

A tragédia aconteceu na Rua Silveira, esquina com rua Jacarandá, por volta das 23h.



Segundo a polícia, o cabo já se encontrava em processo de exclusão da corporação. A discussão teria começado, durante um churrasco, ao falar sobre a possibilidade de reatar o relacionamento. No meio da discussão, ele sacou a arma e atirou na ex-mulher, no filho e em seguida disparou contra si.

O filho mais velho de Elenir, fruto do seu primeiro casamento, conseguiu fugir.

Será instaurado um inquérito a fim de apurar as causas desta tragédia.

Ameaças

As ameaças de Delmar aconteciam há quase dois anos. Um boletim de ocorrência foi registrado em abril de 2017, onde Elenir já havia pedido medida protetiva contra Delmar. A medida protetiva foi concedida e Delmar foi proibido de se aproximar da ex-mulher. Mesmo assim ele continuava a quebrar a medida.
O Portal Visse teve acesso a documentos que demonstravam a luta de Elenir em proteger a si mesma e ao filho.

Em outra ocasião, Delmar agrediu gravemente e quase cegou o ex-marido de Elenir. Ele vigiou, perseguiu, sequestrou e espancou o homem e o deixou desacordado, roubando seu celular.
Foi registrado o BO contra Delmar, mas nada havia sido feito. Na ocasião Elenir relatou o caso ao advogado que a defendia, pedindo ajuda sobre como proceder.
Em um trecho de uma conversa pelo Whatsapp, mostrado com exclusividade pelo Portal Visse, Elenir relatou o caso ao advogado.

 

Creche

Até mesmo a escola onde a criança estudava sofria ameaças de Delmar e, por diversas vezes, foi chamado a PM para afastar o pai do local. Davi Gabriel estudava no CEI Julita Pereira, também no bairro Tabuleiro.
Ele ameaçava professoras, coordenadoras e funcionários para poder ver o filho no meio do horário de aula. Ele comparecia no local, na maioria das vezes, fardado e armado, no intuito de intimidar os funcionários da creche. Foram feitos boletins de ocorrência e, infelizmente, nada aconteceu.

O Conselho Tutelar também já havia atendido várias ocorrências envolvendo o casal.

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