UPA Nações: município espera liberação de recursos para consertar os erros daquela obra

A secretária da Saúde Andressa Haddad esteve vistoriando novamente as instalações da UPA Nações esta semana que terá que passar por uma grande ‘reforma’ para poder inaugurar. Não há previsão de quando vai acontecer esta inauguração, mas se o projeto que pede suplementação de verbas for votado semana que vem pelos vereadores, o município iniciará as obras em seguida.

A obra iniciou em 2013, no governo Edson Piriquito, para ser entregue no ano seguinte. Sua inauguração foi prometida várias vezes, desde 2014.



Em 2017, quando o atual governo assumiu recebeu uma unidade cheia de erros, como por exemplo uma sala de Raio X tão pequena que não comportava o equipamento e muitas outras aberrações.

Foi feito um relatório ao Ministério da Saúde e a Vigilância Sanitária do Estado não aprovou a abertura da UPA sem regularizar tudo que estava errado.

“Porém as adequações teriam um custo alto, quase o valor de uma nova unidade, e por falta destas adequações, não conseguimos receber a terceira parcela de todo montante que foi investido, destinado pela União. A terceira parcela depende da comprovação da liberação do alvará da Vigilância Sanitária estadual”, detalhou a secretária.

Esse ano a União alterou uma lei que permite estas alterações e adequações com mais flexibilidade pelos municipios até mesmo a escolha de aplicação de um novo serviço, não apenas da UPA, sem ter que devolver o dinheiro. Depois dessa lei, reiniciaram os contatos com a Vigilância Sanitária do Estado para fazer as adequações exigidas e abrir a unidade.

As adequações

– Readequação da energia elétrica, tanto externa como interna para suportar uma UPA 24horas devido a todos os equipamentos que ficam ligados; e do grupo gerador exigido por lei;

– Instalação da rede de gases;

– Construção de uma parede barreira na rede de gases, porque ela foi construída em frente à entrada dos funcionários e os bombeiros não permitem esse acesso, a mesma entrada onde chegam as ambulâncias. A solução será um muro corta fogo para proteção dos transeuntes na calçada, também para acesso da ambulância e dos funcionários que entram em uma entrada específica.

– A retirada do muro que foi feito vazado onde é a saída do corpo do paciente que vai a óbito, a funerária não pode retirar pela porta com barreiras;

– Uma área separada na sala de observação de atendimento aos adultos, para atender crianças (do jeito que está hoje, não tem espaço para atendimento pediátrico);

– Instalação de portas de barreiras para circulação do paciente e proteção do ambiente de atendimento.

– Adequações de todos os banheiros, onde havia dificuldades de acessibilidade;

– Implantação de um vestiário na parte térrea para o funcionário que necessite de acessibilidade, porque é uma unidade de dois pavimentos e a rampa está inadequada, com uma inclinação muito elevada e a largura também inadequada;

– Implantação de um monta carga ao invés de um elevador, para o funcionário não precisar subir a rampa para buscar acessar os materiais esterilizados.

– A rampa com uma inclinação de 14 quando deveria ser de 5, ficará como está, para evitar de mexer em toda a obra;

– Segundo pavimento, por este motivo, será usado apenas para o procedimento administrativo e também para a Central de Materiais Esterilizados (CME) que toda UPA tem que ter;

– Os banheiros e vestiários dos funcionários necessitam de adequações no segundo andar. O box do chuveiro tem medidas pequenas. Serão também necessárias adequações com as portas e instalação de exaustores, tanto no vestiário masculino como no feminino.

– Providenciar acessibilidade nas calçadas do entorno e nas calçadas que estão ao redor da UPA;

– Colocação de toldo e plotagens para melhorar a climatização do local já que a UPA possui muitos vidros e isso traz muito calor ao ambientes;

– Raio X: através de emenda parlamentar foi comprado um equipamento novo que coubesse na sala da UPA (já está lá). O outro Raio X irá para o PS novo do hospital Ruth Cardoso, onde estão em andamento as alterações e abertura do espaço, uma vez que aquele local está fechado há cinco anos, sofreu invasão e precisa ser reformado para receber o Raio X maior.

“Estas são as alterações que faremos, todos os Termos de Referência estão prontos. Também foi encaminhada a liberação do valor para suplementação à Câmara dos Vereadores e assim que for votado teremos a liberação da dotação para que o processo seja encaminhado e a gente possa inaugurar o mais rápido possível”, disse a secretária.

UPA Nações

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) é um dos componentes da Rede de Atenção às Urgências, uma das estratégias do Ministério da Saúde. São três portes de UPA: Porte I com capacidade de atendimento médio de 150 pacientes por dia; Porte II com capacidade de atendimento médio de 250 pacientes por dia e Porte III com capacidade de atendimento médio de 350 pacientes por dia. Para cada tipo de UPA, o Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente, Projetos Padrões de Arquitetura, possibilitando a construção de unidades com infraestrutura adequada tanto para os profissionais de saúde como para os usuários do SUS.

Em Balneário Camboriú aparentemente nenhum dos projetos padrões do Ministério da Saúde foi adotado. Segundo a secretária Andressa a UPA foi anunciada como Porte II, mas está inadequada até para Porte I.

 

Por Jornal Página 3 

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