Vereador e outras 12 pessoas são presas por fraudes em licitações em Laguna

O vereador Antônio César da Silva Laureano (PMDB) e outras 12 pessoas foram presas nesta terça-feira (21) em Laguna, no Sul do estado, durante a Operação Seival, que investiga crimes contra fraudes em licitações da prefeitura do município. Entre os detidos estão agentes políticos e empresários.

Durante a operação, 25 pessoas foram ouvidas na Delegacia Regional de Laguna, como mostrou o NSC Notícias, entre elas funcionários da prefeitura suspeitos de participação nos desvios de dinheiro público.



Polícia diz que foi comprovado desvios de materiais, que deveriam ser utilizados na reforma de um colégio local, para uma obra particular de um ‘influente agente político da cidade’

Noventa policiais civis da região cumpriram 38 mandados de busca e apreensão, 13 de prisão e 25 de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a ir depor. A operação foi feita em conjunto com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Das 13 prisões, seis foram em cumprimentos de mandados de prisões temporárias, por cinco dias, e outros sete de prisões preventivas.

No gabinete do vereador, ninguém quis se manifestar por enquanto sobre a prisão. A polícia não informou se ele foi preso temporariamente ou preventivamente. Para a investigação, ele faz parte de uma organização criminosa que fraudava licitações.

Inquéritos

Ao todo, são três investigações diferentes.

1º inquérito

De acordo com a polícia, um grupo de empresários “frustrou o caráter competitivo de duas licitações, mediante ajuste prévio dos preços ofertados”.
A investigação apontou que a suposta organização criminosa atua especificamente, na realização de obras e fornecimento de materiais, e tem “entre os seus integrantes, um vereador da cidade, que foi licenciado do cargo para exercer a função de secretário municipal”.

A Polícia Civil diz que o vereador teva a campanha financiada pela organização criminosa e que “praticou atos ilícitos para atender exclusivamente interesses privados em detrimento do interesse público, inclusive articulou para obter licitações em benefício do grupo, bem como intermediou junto à Secretária da Fazenda para liberação de dinheiro após a realização de obras ou serviços”.

Um dos empresários teria recebido verba da prefeitura referente ao fornecimento de materiais de construção para a Secretaria de Obras por meio de um decreto emergencial por causa das chuvas de dezembro de 2016. A suspeita é que o pagamento foi intermediado pelo vereador, que na época era secretário municipal.

2º inquérito

A Polícia Civil afirma que o vereador, no período que atuou como secretário municipal, ordenou para que seus subordinados aprovassem os candidatos indicados por ele, além de vazar informações sigilosas.

“Os candidatos beneficiados já possuíam prévio vínculo com a Secretaria ou com o então titular da pasta, tendo sido aprovados em uma avaliação prática bastante obscura, sendo que sequer atendiam os requisitos mínimos para o exercício do cargo”, conforme a investigação.

3º inquérito

Após uma denúncia anônima, teve início o terceiro inquérito. De acordo com a polícia, a própria população “observava as constantes fraudes que ocorriam no município” e foi possível comprovar “os constantes desvios de materiais, que deveriam ser utilizados na reforma de um colégio local, para uma obra particular de um influente agente político da cidade”.

Ao longo da investigação, outros delitos foram descobertos. A polícia informou que todos têm envolvimento de políticos locais, que agiam mediante recebimento de propina para beneficiar amigos ou funcionários.

Info: G1 SC

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