Vigilância Epidemiológica trabalha na prevenção da Hanseníase

No último domingo do mês de janeiro é comemorado o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hanseníase, e para chamar a atenção da população, materiais informativos como folders e cartazes foram distribuídos para as unidades de saúde da cidade, a fim de conscientizar o munícipe. A hanseníase, como hoje é chamada, já foi tratada como tabu universal, e nos dias atuais o Departamento de Vigilância Epidemiológica (DEVE) de Balneário Camboriú, através do Programa Municipal de Hanseníase da cidade, busca informar a população sobre o que realmente causa a doença, formas de contágio e, acima de tudo, diagnóstico e tratamento.

No ano passado, o número de casos da doença na cidade foi relativamente baixo: seis casos confirmados. Entretanto, é sempre importante relembrar quais são as formas de contágio para que o diagnóstico ocorra o mais brevemente possível. “Embora esta seja uma doença com a baixa prevalência em nosso município (poucos doentes) é de suma importância procurar realizar o diagnóstico o mais breve possível, devido às incapacidades físicas que a mesma produz, já que muitos pacientes somente chegam ao diagnóstico quando estão apresentando comprometimentos dos movimentos de mãos, pés, alterações visuais, entre outros”, explica a médica responsável pelo programa, Iria Celeste Ghislandi.



Para diagnosticar corretamente a doença é necessário verificar se na pele da pessoa há algum tipo de lesão suspeita com perda de sensibilidade e também exames diagnósticos como baciloscopia e biópsia. O tratamento da doença é gratuito, pode ser feito no Programa de Hanseníase (Rua 916, n° 535 – Centro) e consiste em medicamentos via oral. O tempo de tratamento é de seis meses a um ano.

Sobre a hanseníase

A Hanseníase comumente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae ou bacilo de hansen, que lesiona os nervos periféricos e diminui a sensibilidade da pele. A transmissão ocorre de indivíduo para indivíduo, por bacilos eliminados em gotículas da fala, tosse e espirros que são inalados por outras pessoas, penetrando no organismo pela mucosa do trato respiratório.
O diagnóstico precoce continua sendo uma medida importante na redução da transmissão e cura da doença.

Sinais/sintomas
Alteração, perda da sensibilidade ou lesões na pele
Dor, formigamento, sensação de choque ao longo dos braços e pernas, inchaço de mãos e pés
Fraqueza nos músculos das mãos, pés e face
Área da pele com queda de pelos, seca e/ou com falta de suor.
Ressecamento ou ardência nos olhos
Entupimento, sangramento, feridas ou ressecamento do nariz

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