Morre Duda Mendonça, o marqueteiro de Lula

DF - CPMI/CORREIOS/DUDA MENDONÇA - POLÍTICA - O publicitário Duda Mendonça presta depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquériro (CPMI) dos Correios, no Congresso Nacional, em Brasília, nesta quinta-feira. Duda informou que o PT ainda lhe deve R$ 14 milhões, relativos às campanhas eleitorais de 2004. Ele fez no ano passado campanhas para candidatos do PT às Prefeituras de Recife, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Goiânia. Ele disse que trabalhou com o PT de 2001 a 2004, e que quem tratava com ele de questões financeiras era o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares. 11/08/2005 - Foto: CELSO JUNIOR/AGÊNCIA ESTADO/AE
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Figura disputada entre políticos, o marqueteiro Duda Mendonça, que morreu aos 77 anos, teve uma carreira marcada por grandes trabalhos em eleições no Brasil. A morte de Duda foi confirmada pela família nesta segunda-feira (16). Ele estava internado em São Paulo, no Hospital Sírio Libanês.

O ex-marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) estava hospitalizado para tratar um câncer no cérebro e fazia quimioterapia. Em junho, ele foi diagnosticado com a Covid-19, teve o quadro de saúde agravado e precisou ser intubado. O corpo de Duda será cremado, e os detalhes sobre o local estão sendo definidos pelos familiares.

Entre as campanhas que liderou, se destacam a de Paulo Maluf à Prefeitura de São Paulo em 1992, e a de Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência em 2002. Na Europa, Duda também ajudou a eleger o ex-primeiro-ministro lusitano Pedro Santana Lopes.

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José Eduardo Cavalcanti de Mendonça, o Duda, nasceu em 10 de agosto de 1944, em Salvador. A trajetória profissional de quase 50 anos começou a ganhar forma ainda em 1975, quando ele criou a agência DM9 Propaganda.

A partir da aproximação com vários políticos, Duda Mendonça também se envolveu em escândalos de corrupção. Em 2005, o nome dele apareceu no Mensalão, onde virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) junto com outras 37 pessoas e foi acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Já em 2016, o marqueteiro passou a ser investigado na Operação Lava Jato e virou réu no STF novamente, pelos mesmos crimes que respondeu no Mensalão.

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