A atuação conjunta da Controladoria-Geral do Estado (CGE/SC) e da Secretaria de Estado da Saúde (SES) deve gerar uma economia estimada de aproximadamente R$ 45 milhões aos cofres públicos ao longo dos próximos 10 anos. O resultado é fruto da reformulação do modelo de contratação dos serviços de lavanderia hospitalar em treze unidades próprias do Estado.
A principal mudança está no critério de pagamento. Antes, os contratos consideravam a quantidade de roupa suja recolhida para higienização. Agora, o Estado passa a pagar apenas pelas peças limpas efetivamente entregues às unidades hospitalares, reduzindo riscos de desperdício e aumentando a eficiência do serviço.
Outro avanço foi a inclusão obrigatória do rastreamento eletrônico do enxoval hospitalar por tecnologia RFID ou equivalente. Auditorias realizadas pela CGE já haviam identificado perdas frequentes de peças locadas, problema conhecido como evasão do enxoval. Com a nova exigência, cada item poderá ser monitorado individualmente por meio de etiquetas eletrônicas e sensores de radiofrequência.
“Nosso compromisso é promover melhorias contínuas na saúde pública, principalmente em tecnologia e inovação. Estamos investindo em iniciativas que aumentem a eficiência dos serviços e qualifiquem o atendimento à população. Este projeto faz parte de um conjunto de ações iniciadas em 2023 e que seguem avançando, com mudanças que abrangem desde a infraestrutura até a organização dos fluxos internos”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
Mesmo com a implantação da tecnologia, o valor de referência da contratação foi reduzido após revisão técnica conduzida com apoio da CGE. A economia inicial estimada para os primeiros 24 meses chega a cerca de R$ 10 milhões. Considerando a possibilidade de vigência contratual por até 10 anos, conforme previsto na Lei nº 14.133/2021, o benefício projetado alcança aproximadamente R$ 45 milhões.
O resultado do Pregão Eletrônico PE-0062/2025 ampliou ainda mais a redução dos custos. Somados, os lances vencedores ficaram R$ 9,13 milhões abaixo do valor de referência revisado, representando um desconto médio de 12,11%.
Para o controlador-geral do Estado, , Freibergue Rubem do Nascimento, a iniciativa demonstra como o controle interno pode atuar de forma preventiva e estratégica na melhoria dos serviços públicos. “O trabalho da CGE vai além da fiscalização. Atuamos para orientar, aprimorar processos e garantir que o dinheiro público seja utilizado com eficiência. Essa parceria com a Secretaria da Saúde mostra que é possível gerar economia expressiva, aumentar o controle e ainda melhorar a qualidade da gestão pública”, destacou o controlador-geral do Estado, Freibergue Rubem do Nascimento.



