Balneário Camboriú intensificou o combate às construções clandestinas e à degradação ambiental nos primeiros seis meses deste ano. Dados do Departamento de Contenção de Ocupações Irregulares e Degradação Ambiental (DCOI), vinculado à Secretaria de Segurança e Ordem Pública, apontam que, no acumulado entre janeiro e junho de 2026, o órgão já contabiliza 470 ações no município.
O balanço reflete um salto de 365,3% na produtividade do departamento em comparação ao mesmo período de 2025, quando haviam sido registradas 101 ocorrências.
Do total de ações realizadas neste primeiro semestre, 176 foram vistorias diretas para apurar denúncias feitas pela própria comunidade. Das ocorrências, 34 resultaram na demolição de edificações clandestinas, um aumento de 41,7% em relação às 24 demolições executadas no mesmo período do ano passado. O mês de janeiro despontou como o mais intenso, concentrando 14 demolições.
Vila Fortaleza
Em junho, o Município intensificou as operações no loteamento Vila Fortaleza, no Bairro São Judas Tadeu. As intervenções integram o conjunto de medidas adotadas pelo município em cumprimento ao acordo judicial firmado no dia 29 de maio entre o Ministério Público, o Município de Balneário Camboriú, a Associação de Moradores da Vila Fortaleza e os proprietários dos terrenos. O termo estabelece as diretrizes para a regularização da área e fortalece o poder de polícia e a atuação dos órgãos de fiscalização e segurança pública no local.
O secretário de Segurança, Araújo Gomes, afirma que esse crescimento expressivo nas ações reflete o compromisso com o ordenamento urbano e a segurança pública.
“Não toleramos o crescimento desordenado que põe em risco a vida das pessoas e o meio ambiente. Além disso, as operações intensificadas em junho no local demonstram que o município está cumprindo rigorosamente o acordo judicial, garantindo que o poder de polícia e a fiscalização atuem firmemente para trazer a regularização necessária àquela comunidade”, disse.
Sobre o DCOI
O DCOI atua para garantir o uso adequado dos espaços urbanos, preservando áreas públicas, ambientais e de risco. As equipes realizam ações de fiscalização, orientação e prevenção de construções irregulares e de atividades que possam comprometer o meio ambiente ou a segurança da população, priorizando o diálogo com a comunidade e a proteção dos recursos naturais do município.
De acordo com o diretor do DCOI, Ilso José de Amorim, o balanço do primeiro semestre mostra que as equipes estão nas ruas com atenção especial às denúncias trazidas pelos próprios moradores.
“Tivemos um início de ano muito forte, especialmente em janeiro, com 14 demolições de estruturas clandestinas. Nosso foco principal é preventivo, buscando sempre o diálogo, mas agimos com o rigor necessário para conter ocupações em áreas públicas, de risco ou de preservação ambiental”, afirmou.




