A saída de Élcio para 2020? – Coluna Ácido Úrico

Em época de composições políticas os cenários mudam como o vento. Ontem publiquei uma coluna onde falei sobre a composição Luzia (PSDB) e Montibeller (PSD) para a majoritária em Camboriú. O texto, que liderou os acessos do site nesta semana, trazia a falta de “espaço” de Elcio Kuhnen em compor no município.

Como as coisas mudam, logo a noite, recebi a informação de que Junior Cardoso (PL) já estaria de mão estendida para firmar a composição com o doutor que tenta a reeleição este ano. Se fechar, a chapa tira da jogada Rose do Latarte, também do partido liberal.

A pergunta que fica é se a escolha de Junior Cardoso para vice seria uma boa alternativa para Elcio dentro da atual circunstância. Conhecido pelos ataques ao atual prefeito, Junior se destacou recentemente na mídia regional e nacional, ao chamar o novo coronavírus como “golpe da esquerda do cão” e desferir críticas a Élcio pela atuação, dizendo que o prefeito estaria “tocando o terror no povo com uma caixa de abelha”, minimizando a pandemia.

Foi só ventilar o nome de Júnior Cardoso nos bastidores, que a população rapidamente relembrou o caso e vídeo das declarações do pastor em um culto voltou a circular nas redes sociais. Até mesmo o link de uma matéria que falava do caso circulou, mas a matéria foi tirada do ar. Isso evidencia que o eleitor está cada dia mais atento e a internet tem memória.

Melhor opção?

Diante de todo o desgaste que Elcio já vive em seu governo, seria a melhor opção escolher um ferrenho opositor para compor e estar sujeito a um desgaste ainda maior uma pré campanha?

Um nome que foi ventilado anteriormente, sem nenhuma rejeição, mas acabou se dissipando, foi o do vereador Fabiano Olegário (PDT), filho do falecido ex-prefeito Edinho Olegário. Opção esta que eu acredito ser a melhor e explico porque.

Fabiano, além da baixa rejeição, tem um capital político formado, tem mandato e inclusive assumiu a Defesa Civil no governo de Élcio. Pode agregar ao grupo o trabalho que vem sendo realizado há algum tempo pela madrasta Pâmela, transfere uma boa fatia do capital político de seu falecido pai e de quebra ainda pega os votos dos “anti-Luzia”, que não votariam em Élcio em situações normais.

O próprio Edinho Galo já tinha uma conversa com Elcio antes do seu falecimento e era bem provável que alguma composição aconteceria neste ano. Os planos foram interrompidos pelo trágico acidente que vitimou o ex-prefeito.

O prefeito doutor tem pensado demais dentro da caixa e esquece que só com máquina não se faz eleição. Tem que haver bons nomes e composições que agregam não só trabalho, mas voto também. Ou podem amargar um caso parecido com Jade e Moi, em BC, na última eleição.

Elcio tem sido limitado demais em suas escolhas? Ou se confirma algo que se fala nos bastidores, de que o prefeito da Capital da Pedra “não confia em ninguém”?

Uma coisa eu tenho certeza, não é o momento de levar em consideração a opinião dos “dinossauros” do MDB da cidade, os mesmos que foram contra a renovação do partido com a presidência de Renatinho no Mandabrasa camboriuense.

Se sair de chapa pura, como pede alguns, ou compor com Junior, como querem outros, a escolha pode jogar pelo ralo o sonho da reeleição de Elcio e consagrar a volta do “tucanato” ao poder do “palácio de pedra”.

 

A saída de Élcio para 2020? – Coluna Ácido Úrico
Por Gian Del Sent

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