A visita surpresa de Gean Loureiro

Ferveu nos bastidores dos altos da Dinamarca a visita inesperada do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM por enquanto), ao prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira.

O encontro dos “governáveis” aconteceu na manhã desta terça (04), no gabinete de Fabrício, sem agenda marcada e sem muito alarde. Obvio que com pauta e foto exclusiva vazada para “bam-bam-bam” da mídia estadual soltar em primeira mão, enquanto a imprensa local ficou sabendo por barnabés da prefa da Maravilha do Atlântico.

Na conversa, a pauta, a princípio, foi turismo e gestão da crise sanitária com essa imensidão de gente que visita o litoral catarinense. Gean com uma pegada mais prudente e Fabrício com uma pegada mais liberal, deixando o povo trabalhar sem deixar os cuidados de lado.

A verdade é que o encontro foi político. Óbvio!.

Iniciando 2022 e tendo pouco tempo pra alinhar as alianças, a conversa foi o namoro praticamente consolidado entre o Podemos e o União Brasil que, em Santa Catarina, terá o apoio do PSD. Praticamente um “Eu vô! Tu venx?”

Gean, como articulador do União em Santa Catarina, tratou de ir atrás dos aliados do Podemos para anunciar as boas novas, entre eles, Mario Hildebrandt de Blumenau. A conversa ainda depende da “benção” do todo poderoso Paulinho Bornhausen, “padrinho” de Fabrício.

Tenho a informação que a conversa entre Podemos e União Brasil está praticamente definida e o novo partido deve indicar o vice de Sérgio Moro para concorrer ao pleito presidencial em 2022. Em Santa Catarina, com apoio do PSD, que tem um partido forte mas com nomes “manjados”, em oposição a Moisés, há um alinhamento para uma possível chapa na mesma pegada da presidencial.

Com isso, pode ser que venha a dupla Gean e Fabrício, os “governáveis” de ambos os partidos, para concorrer ao governo estadual.

União

A conversa de União Brasil e Podemos não é nova, embora a presidente do Podemos, Renata Abreu, tenha desconversado e dito que há conversas com diversos outros partidos, acredito que ela não vá correr o risco de se alinhar com velhos conhecidos do PSDB e nem com partidos menores sem muita força política.

O União Brasil é um movimento que resultou da fusão do PSL com o DEM e, em Santa Catarina, não deve contar com a presença de Moisés, que tem tudo para voltar para a casa do MDB, onde se criou.

Agora em janeiro, o Podemos deve fazer uma reunião para falar dos palanques estaduais. O partido tem um conselho político, com sete integrantes, entre eles os senadores do Paraná Alvaro Dias e Oriovisto Guimarães, que avalia as construções de alianças.

Moisés

Em conversa hoje cedo com uma figura ilustre da política da nossa cidade, e apoiador incondicional de Fabrício para governador, falamos sobre a força que Moisés poderia ter criado ao “amarrar” prefeitos com o verdadeiro “migué” do Plano 1000.

Na conversa, o Plano 1000 foi comparada a estratégia de Raimundo Colombo. É praticamente um FUNDEM 2.0, onde o dinheiro não tem garantia de entrar, nem data para entrar e sequer dá para saber se Moisés vai estar lá para entregar. Tudo intenções, divulgadas como garantido, assim como o tal hospital regional em Camboriú.

Bem assessorado no marketing de distorcer verdades sem parecer mentira, os 33 milhões dos respiradores deve pesar na conta de Moisés. Embora ele divulgue que estão recuperados, não tem nem um “pila” de volta na conta do governo que pagou a vista algo que nunca recebeu. A conta é apenas um amontoado de bloqueios feitos pela justiça, onde a metade é imóveis, veículos e empresas. Ou seja, NADA.

Até abril de 2022, tem muita água para rolar.


A visita surpresa de Gean Loureiro
Poucas e Boas – Por Gian Del Sent