“Acordo de Cavalheiros”: Claudinei Loos assume a presidência da Câmara de Camboriú

Após a renúncia de Fabiano Olegário (PDT), a eleição da presidência da Câmara de Vereadores de Camboriú nesta sexta-feira (21) foi disputada entre Claudinei Loos (MDB) e José Rodrigues Pereira, o Zé Branco (PSDB). Por 8 votos a 7, Loos foi eleito o novo presidente da casa legislativa.

Apesar de parecer um placar de votos acirrado, a vitória já era mais do que prevista. Isso porque há um acordo entre os vereadores da base do governo para que a cada ano, o presidente em exercício renuncie para dar o lugar a um dos colegas. Na quinta-feira (20), Fabiano Olegário (PDT) renunciou ao cargo de presidente. E a eleição de Loos já havia sido anunciada muito antes da contagem dos votos.

O que não estava previsto era a concorrência de Zé Branco (PSDB). Durante a sessão, o vereador confessou que uma hora antes, a bancada da oposição ao governo não tinha decidido se iriam colocar algum nome na briga pela presidência. Zé disse que a decisão foi tomada por falta de comunicação. Segundo ele, se Loos tivesse conversado com os vereadores da oposição, ele teria sido eleito com mais votos.

Acordo de cavalheiros

Em maio de 2021, o Jornal Linha Popular trouxe à tona um acordo que teria acontecido por trás das cortinas na Câmara de Vereadores. O assunto foi exposto pelo vereador Vilson Albino (PSD) durante entrevista à coluna Minha Cidade.

Segundo Albino, quatro vereadores acordaram um rodízio na cadeira da presidência da casa legislativa. A renúncia de Fabiano, e a eleição de Loos, mostrou que este suposto acordo pode ser real.

O mandato da presidência da Câmara é de dois anos. O acordo seria para a cada um ano, um vereador diferente assumir a cadeira. Ou seja, a cada um ano, o presidente em exercício renuncia ao cargo.

Esse rodízio, chamado pelo vereador Vilson Albino de “acordo de cavalheiros”, seria entre: Fabiano Olegário (PDT, atual presidente), Claudinei Loos (MDB), Andréia de Souza Machado (MDB) e Amilton Bianchet (MDB) – nesta ordem.

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