Aos 66 anos, idosa trabalha como bombeira voluntária após morte do filho

Uma idosa de 66 anos decidiu ser bombeira voluntária em Santa Catarina. Eva de Souza Solano trabalha desde dezembro do ano passado em Jaguaruna.

A história dela começou a mudar quando o filho dela morreu num acidente de moto, em 2012. Leandro Anselmo era bombeiro voluntário na cidade. Depois disso, a aposentada quis fazer algo para se sentir, de alguma forma, mais perto do filho.



“Atendo o chamado das pessoas e dependendo, se for necessário, chamo as nossas viaturas, quando é acidente, e quando é incêndio então tem o suporte, que é o nosso caminhão de incêndio”, diz sobre a rotina.

Na mesa onde ela trabalha, tem a foto dela com o filho no dia da formatura dele nos bombeiros voluntários. No peito, ela carrega outra foto de Leandro numa correntinha.

“Eu atuando aqui na central, eu sinto no meu coração que, onde ele estiver, ele está muito feliz porque eu estou dando continuidade naquilo que ele gostava”, conta.

Coleguismo

Na corporação Eva virou a “mãezona” do pessoal. Os antigos colegas do filho agora são colegas dela. No local é consenso o bom humor da voluntária.

Eles garantem que não existe uma pessoa melhor que Eva para melhorar o clima da equipe. Uma coisa é certa: onde ela está, não faltam sorrisos.

“Sempre muito ativa, até quando a gente está com alguns problemas, enfim, operacionais ela sempre está ali para alegrar o dia, fazer uma piadinha, arrancar um sorriso da gente. Ela está sempre disposta a ajudar”, disse o comandante dos bombeiros voluntários, Ugo Leonardo Medeiros.

E mesmo aos 66 anos, a dona Eva não pensa em parar tão cedo: “Só peço a Deus saúde, que me dê bastante saúde”.

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