Após 8 meses, hospital do Oeste de SC segue fechado por falta de médicos

Interditado desde o dia 28 de julho de 2020, o Hospital São Jorge do município de Irani, no Meio-Oeste de Santa Catarina, passou por nova vistoria técnica na última sexta-feira (19) e, novamente, teve negada a reabertura do hospital, que é o único no município.

A vistoria foi realizada pelo CRM/SC (Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina) e pela Vigilância Sanitária Estadual, regional de Concórdia.

Segundo o CRM/SC, o pedido de desinterdição partiu da Comissão de Saúde do Legislativo catarinense, para que a unidade possa ofertar leitos hospitalares para internação de pacientes com Covid-19.

Estrutura do hospital é precária em IraniVistoria identificou inúmeras irregularidades que impossibilitaram a reabertura. – Foto: CRM/Divulgação/ND

Falta de condições mínimas

Conforme nota enviada à imprensa, o parecer da equipe de fiscalização do CRM/SC foi desfavorável à reabertura do hospital, devido à falta de condições mínimas de segurança ofertada aos pacientes.

Em julho do ano passado o Conselho determinou a interdição ética do hospital em virtude da ausência de médicos 24h na unidade de internação clínica, cirúrgica e psiquiátrica, além da falta de equipamentos.

De acordo com o Conselho, as desconformidades comunicadas à direção do hospital não foram regularizadas, por isso, a interdição segue vigente. Conforme o relatório da vistoria, foi constatada a ausência de critérios mínimos para garantia de segurança do paciente e do ato médico.

Falta de profissionais e estrutura

Entre as defasagens, o Conselho destacou a falta de escala médica presencial 24h; inexistência de equipamentos e medicamentos para reanimação de pacientes e ausência de rede gases ou de torpedos de oxigênio medicinal suficientes para garantir suporte aos pacientes.

Além disso, a vistoria concluiu que não existem protocolos institucionalizados sobre medidas de proteção contra a Covid-19 aos pacientes e equipe médica. A estrutura física e o mobiliário do hospital também comprometem a segurança do paciente.

ND+ tentou contato com a direção do hospital, mas até às 11h desta quarta-feira (24) não obteve retorno.

ND Online