Após agressões e tortura, mulher mata o marido e chama a polícia

Uma mulher foi presa em Itajaí depois de confessar ter matado o próprio marido, na madrugada desta terça-feira (20). A mulher falou que teve uma briga com o companheiro e, como tinha armas em casa, decidiu atirar.

Ela era casada há mais de 20 anos, mas contou aos policiais que era constantemente agredida e ameaçada pelo companheiro. Segundo ela, o homem bateu nela e tentou violentá-la sexualmente, o que a motivou a atirar.

Depois de atirar no marido, segundo a PM (Polícia Militar), a mulher foi para a casa do irmão com os dois filhos.

Na casa onde a família morava e onde o crime aconteceu, duas armas de fogo foram apreendidas, além de uma arma de choque, um colete a prova de balas e uma caixa com 100 munições.

A mulher já tinha registrado um boletim de ocorrência informando sofrer ameaças e agressões físicas. A arma de choque apreendida era usada contra ela. O homem chegava a usar uma arma de choque nas torturas a que submetia a mulher.

O homem tinha passagens policiais por porte ilegal de arma, adulteração, tráfico e violência doméstica.

A mulher foi encaminhada para os procedimentos legais na Delegacia de Polícia Civil.

O delegado decidiu mantê-la presa porque, embora ela alegue as seguidas agressões e a tortura psicológica, ela teria outras maneiras de acabar com a violência doméstica. “Eu acredito que houve excesso da parte dela, porque ela poderia ter chamado a polícia ou ter utilizado outros meios para cessar às agressões”, justificou o delegado.

O delegado informou que a tese de legítima defesa poderá ser defendida pelo advogado da acusada no decorrer do processo judicial.