As Eleições e a arte da descredibilização – Coluna Ácido Úrico

Segue a campanha e aquela velha prática da descredibilização do oponente típico de quando falta argumentos. As vezes os argumentos até existem para formar o debate mas a incapacidade intelectual dos militantes e candidatos impedem que sejam usados da forma correta, fazendo valer a nossa tão honrada democracia.

Em Balneário Camboriú e Camboriú isso tem acontecido com mais intensidade nos últimos dias. É um festival de ofensas, mentiras e ataques a toda e qualquer pessoa que se oponha as ideias do outro. Até o Portal Visse foi vítima de ataques de vários lados, pelo simples fato de trazer a tona a verdade do que tem acontecido nos bastidores.

Rede do ódio

Esta semana o Portal Visse publicou uma matéria onde expunha uma rede criada dentro da comunicação do governo Elcio Kuhnen com a intenção de denegrir a imagem da sua principal oponente Luzia Coppi. Com provas, inclusive áudio de uma das assessoras, a matéria foi chamada de politiqueira. Quer dizer que denunciar crimes é fazer politicagem?

Rede do ódio II

Se não bastasse o uso de veículos da prefeitura para dar uma “garibada” na sede do MDB de Camboriú para a convenção, o que também é crime, os militantes de Élcio orientam os comissionados a enviar mensagens para emissoras de rádio elogiando a adm municipal e criticando uma candidata oponente? E ainda acusar um veículo de comunicação de fazer politicagem? Quando este mesmo portal publicou a prisão da mesma oponente era politicagem também?

Rede do ódio III

Um cargo comissionado é um representante do governo. A partir do momento que ele se manifesta em um um grupo de trabalho, é o governo falando. Este jornalista que vos escreve estudou bem as leis eleitorais e JAMAIS publicaria nada sem o menor indício de verdade. Aqui não existe salário e nem verba pública mantendo o site no ar. Se a única coisa que resta aos militantes do Dr. Élcio é denegrir opositores, atacar jornais e criar “elogios fake”, então peçam para sair, pois vocês não deveriam sequer estar participando de um processo democrático como as eleições municipais.

A Rádio que não é rádio

Na segunda-feira, dia 28 de setembro, as 7:30 da manhã, eu vi um stories do candidato Fabricio Oliveira falando do “drive-inmício”(quem inventou esse nome?), e dizendo aos seguidores que poderiam acompanhar o evento pelas redes sociais e pela “rádio 89,9”. No mesmo instante procurei um amigo meu, enviei um print do stories e conversamos sobre a incomodação que aquilo poderia dar. E deu!

A Rádio que não é rádio II

Não sei quem foi o assessor mal informado que publicou aquilo no stories do candidato, mas em épocas de eleição tem que ser literal. Não é e nunca foi uma rádio, por mais que qualquer transmissão FM seja popularmente conhecida assim. O TRE não está preocupado com termos populares, eles são teóricos. Rádio é uma estação devidamente autorizada pelo Ministério das Comunicações e homologada pela ANATEL. Um sistema de transmissão FM de baixa impedância, é apenas um sistema de transmissão de radiofrequência, assim como os rádios da PM, GM, Bombeiros e por ai vai.

A Rádio que não é rádio III

Seria muito mais simples não ter citado no stories, afinal o perfil do candidato tem seguidores no Brasil inteiro e a transmissão ocorreu somente no local do evento, não ultrapassando os 300m de raio. Colocava só no telão do evento algo do tipo “sintonize no seu carro a frequência 89,90Mhz” e pronto. Estava resolvido e sem deixar rabo pra ninguém falar. O problema é que a falta de preparo de uns, despertou mais falta de preparo em outros.

Ibirama

Na falta de conhecimento e na ânsia de ter um papelzinho da justiça eleitoral para espalhar em grupos descredibilizando opositor, a coligação do PSDB entrou com uma representação contra uma rádio de Ibirama. Acredito que os PP (pouca prática) tenham “dado um google” com os termos “radio 89,9” e pimba! Tão dizendo que a Rádio Belos Vales, em Ibirama, no Alto Vale, transmitiu o comício. Detalhe que Ibirama fica a 88km (em linha reta) de Balneário Camboriú. Óbvio que isso não vai dar em nada. Fica um desgaste desnecessário para ambos os lados. Como diria Achutti, “para ser burro não precisa estudar”.

Amador 

Por falar em amadorismo, não foi só a denúncia do PSDB que mostrou quão amadora tem sido as ações da coordenação da campanha. Não da para esperar muito, afinal, copiaram até a frase de Bolsonaro para BC e o vice copiou, na campanha passada, a ideia das mascaras de papel que Luiz Maraschin usou em sua campanha nos anos 90. Nada se cria, tudo se copia.

Amador II

O material de combate do PSDB agora é um vídeo onde Auri questiona obras de drenagem do governo municipal e encerra com o famoso óculos caindo, no estilo “lacrador”. Auri tem um perfil técnico, é técnico e sua campanha tem que ser baseada em argumentos técnicos. Buscar a pegada “lacrador” com o tal óculos estilo “mito” é bem a cara da mesma pessoa que copiou o “BC acima de tudo”. Falta de criatividade ou infantilidade, eu não sei. Mas não entendo como o PSDB de BC está permitindo umas “pérolas” dessas.

Amador III

Tão amador quanto o material é a argumentação apresentada. Relembrando: Auri foi secretário do governo Piriquito. Governo Piriquito disse que fez as maiores obras de drenagem da historia da cidade e que “resolveu” o problema. Quem não lembra do fatídico vídeo do “Pode chover”? Mas se as obras que Auri fez junto do seu ex-patrão Piriquito resolveu o problema, porque o atual governo precisaria fazer mais? O fato é que Piriquito não resolveu o problema, melhorou muito pouco, os pontos históricos continuam alagando e vão continuar alagando com qualquer pé d’água. A “lacração” foi desnecessária e o Auri, um cara técnico e sério, está caindo na narrativa de descredibilizar, costumeiro da escola do PSDB-BC.

Números

Tal qual Lula quando falava do seu governo, tem um grupo político que pleiteia o poder dos Altos da Dinamarca citando número a revelia sem ao menos comprová-los. Estive olhando os comentários de uma live onde os militantes falavam em 60% de gasto do orçamento com a folha de pagamento. Se estivessem interessados na cidade, participariam das audiências que tratam da LDO e veriam o quanto estão errados.

Números II

Ouvi de um integrante do mesmo grupo que a prefeitura tinha 400 comissionados. Se estivessem interessados na cidade, veriam que nem existe esse tanto de cargo comissionado e saberiam que o gasto com os comissionados é equivalente a 5% do total da folha. O mesmo grupo diz que nenhum deles teve cargo público na vida. Só se foi por falta de convite, pois alguns deles se ofereciam descaradamente para ocupar um. Ou por falta de capacidade pois nunca concursaram.

Atribuições

O grupo “politizado” não sabe nem mesmo as atribuições dos prefeitos e vereadores ao dizer que iriam criar um “projeto” para acabar com concurso público e contratar por competência. Tem outro comentário que diz que vão abolir os cargos comissionados. Será que vão mudar a Constituição Federal? E os concursados na ativa, vão demitir como? E o secretariado vai entrar como se vão acabar com os concursos também?
Eu estou rindo, mas é de preocupado com o que esse povo anda tomando. hahaha

Desespero

Para encerrar, me deixou curioso o comentário em uma publicação onde um militante do MDB chama de “desespero” a denúncia crime do Promotor de Justiça, Álvaro Pereira Oliveira Melo, ao candidato Edson Piriquito e ao presidente do partido, Dão Koeddermann, por desrespeitarem normas sanitárias em sua convenção. O militante, que também é cargo em gabinete de vereador, disse que o Promotor está desesperado? Chamou o promotor de “fabricista”? Ou foi só incapacidade intelectual (para não chamar de burrice) de ler a matéria e entender que a denuncia partiu do próprio Ministério Público de Santa Catarina, e não de partido político?

Despreparo

Em todos os lados tenho visto despreparo. Para atacar ou se defender. De todos os lados existe despreparo em mostrar o que é fato e o que é factoide.
Existe o despreparo emocional também. Essa semana fiz uma brincadeira de amigo, zoando sobre sexualidade, candidato do Podemos. O cara parece que está tão bitolado que acabou levando para o lado eleitoral e quis engrossar. Mandei a merda. Não tenho cabelo branco a toa. Parafraseando Aderbal Machado, “Vai cagar no mato”

Cansei

As Eleições e a arte da descredibilização – Coluna Ácido Úrico
Por Gian Del Sent

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