As mordomias do Sindicato dos Servidores de Camboriú

Chegou até mim alguns documentos que mostram a realidade do dia a dia do Sindicato dos Servidores Municipais de Camboriú, o SISEMCAM. Uma orgia gastronômica acontece com frequência no local que tem como principal função representar o servidor público.

Pelo menos no que diz respeito a alimentação e quitutes para ser consumidos no dia a dia da entidade, estão muito bem servidos. Acredito que nem 10% dos servidores da prefeitura de Camboriú tem estes itens em suas mesas.

Algum servidor foi convidado nos últimos anos para saborear um churrasco de filé duplo, linguicinha e cerveja? Ou uma dobradinha bem caprichada com calabresa, feijão branco, bacon e lombinho defumado? Deu água na boca né?

Imagine um café da tarde com pinhão, biscoitos variados, nega maluca, alfajor, frutas, achocolatados, cupcakes, pão bengala com calabresa e uma bela rosca de polvilho. Nossa, meu estômago deu um nó. Sem contar pizza congelada, ricota, pão preto e pão de queijo.

Sim, essas são algumas das compras que são feitas pelo sindicato, para dias normais, que mais parecem um restaurante. Imagino que o trabalho deve ser bem cansativo para uma dieta com base em pitaya, castanha de caju, morango, uva Itália, suco de laranja e uva integral, atum e damascos.

Ilegal? Não, não é. 
Imoral? Muito!

Principalmente pelo fato de que todas estas mordomias são bancadas com contribuições sindicais pagas pelo servidor público. De acordo com informações recebidas pelo Portal, são R$ 23.442,00 em contribuição sindical todos os meses para a conta do sindicato. São R$ 281 mil por ano para bancar o que?

No site do sindicato, nenhum tipo de prestação de contas. Nenhum balancete ou demonstrativo financeiro. Nenhuma transparência com o que é feito com o dinheiro arrecadado das contribuições.

O servidor duvida do que escrevi? Peçam um balancete com as notas fiscais dos gastos do sindicato. E também deem uma conferida em alguns casos abaixo.


As mordomias do Sindicato dos Servidores de Camboriú
Poucas e Boas – Por Gian Del Sent