Assassinato no PR é solucionado quase 10 anos depois com ajuda de banco genético de SC

O autor de um assassinato ocorrido na capital paranaense em 2010 foi descoberto no laboratório de genética da Polícia Civil catarinense. O DNA dele estava cadastrado no banco nacional de perfil genético desde 2013, quando ele estuprou uma adolescente em Santa Catarina. O homem agora pode responder também pelo homicídio.

Há quase 10 anos, o assassinato de Aparecida de Fátima Queiroz ocorreu em Curitiba. A família conviveu com a dor da perda e com a falta de resposta por quase 10 anos. “O sentimento é muito ruim. A gente só queria saber quem foi que fez”, afirmou a irmã da vítima, Rosemilda Alves.

Ajuda da ciência

Chegar ao autor de um assassinato é exceção no Brasil, onde 5% dos homicídios têm solução. A morte de Aparecida poderia ser um desses casos, mas os peritos do laboratório de genética da Polícia Civil catarinense chegaram ao nome de Elias Gonçalves da Conceição.

Os cientistas descobriram que o DNA dele combinava com a amostra que a polícia paranaense coletou no local da morte de Aparecida de Fátima.

“A sensação é incrível para a equipe. Saber que você pode usar os dados do laboratório para chegar ao autor de um crime que aconteceu há nove anos e dar uma resposta para essa família. E continuar usando o banco para conseguir esses resultados”, declarou o perito criminal Clineu Seki Uehara.

Lei

A lei determina que todos os condenados por crimes dolosos, como violência grave contra a pessoa, tenham o DNA cadastrado no banco nacional de perfil genético. A meta é chegar a 750 mil presos nos próximos três anos.

“É fundamental a existência de um banco de perfil genético no Brasil porque, através dele, a gente vai conseguir tirar os inocentes da cadeia e colocar os culpados na cadeia”, afirmou o diretor do Instituto Geral de Perícias (IGP) catarinense, Giovani Adriano.

Agora, a família de Aparecida de Fátima espera que o autor pague pelo que fez. Ele já cumpre pena de mais de 30 anos pelo crime que cometeu em Santa Catarina.

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