Assessor da FECAM se manifesta, mas emenda sai pior que o soneto

O ex assessor contratado pela FECAM e atualmente cargo político na comunicação do Estado, José Augusto Gayoso Neto, entrou em contato com o Portal Visse para esclarecer sobre a nota desta coluna no Portal, dia 13 de abril.

Na ocasião, a coluna falava sobre o contratado por Clenilton Pereira, presidente da FECAM, para desempenhar a função de assessoria de imprensa. A empresa do cara foi contratada para fazer assessoria, sem limite de horário, pelo valor de R$ 7500,00 mensais. O serviço é feito pelo próprio José. No último dia 05, esse contrato teve uma alteração, passando para 10 horas semanais com uma remuneração de R$ 2.000,00 mensais.

Em mensagens enviadas no dia 15, com cerca de 5 minutos de áudios, Gayoso diz que houve um “equivoco” sobre mencionar que ele foi nomeado com um contrato de assessoria ativo. Gayoso chegou a citar que não há nada de ilegal nisso, e eu confirmo, mesmo porque em momento algum foi falado em ilegalidade. Mas equívoco também não houve, afinal eram essas as informações e os arquivos disponíveis na ocasião.

Junto com as mensagens, onde Gayoso passou boa parte falando do seu longo currículo, ele apresentou um distrato, com data do dia 07 de abril. Mas nada garante que tenha sido realmente assinado naquela data.

Vale lembrar que no dia 13 de abril, data da publicação, havia no site da FECAM apenas o contrato e o aditivo. O tal distrato foi publicado no dia 15 de abril, no mesmo dia em que Gayoso entrou em contato.

Os arquivos originais, acessados no dia 13 de abril, também não estão mais disponíveis. O arquivo do “termo contratual” mudou de nome de “2078465_Termo_Contratual.pdf” para “2104447_Termo_Contratual.pdf”. Já o primeiro aditivo continua com o mesmo nome. O contrato aparece agora como “não vigente”.

Levando em consideração que o suposto distrato foi assinado dia 07 de abril, será que a FECAM levou uma semana para publicar um documento tão importante? E publicaram justamente no dia que o “ex-assessor” entrou em contato?

Vale lembrar que em momento algum foi falado em ilegalidade. Foram apresentados fatos e documentos públicos de uma instituição que é sustentada por dinheiro público. A reflexão cabe a quem lê.

Segue o documento abaixo.

Clique para acessar o digitalizar0013.pdf

 


 

Assessor da FECAM se manifesta, mas emenda sai pior que o soneto
Poucas e Boas – Por Gian Del Sent