Autor de ataque em Saudades escolheu creche pela fragilidade

Foto: Reprodução/Vídeo/Coletiva

O autor do ataque a creche em Saudades (SC) escolheu o local do crime cinco dias antes. Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (14), o delegado Jerônimo Marçal contou que o crime foi planejado há meses e que o objetivo do jovem era matar o máximo de pessoas possível. “A raiva dele era contra qualquer pessoa e ele deixou bem claro que a escolha [da creche] foi pela fragilidade das vítimas”, contou Marçal.

Ainda segundo a polícia, com base nas investigações, outras ações em quatro estados foram interceptadas. A embaixada americana no Brasil também contribuiu para elucidar a ação do jovem.

Dinâmica do crime 

Segundo o delegado, o autor do crime, Fabiano Kipper Mai, trabalhou normalmente na manhã do ataque. Ele teria agido sozinho no planejamento do crime e tentado comprar armas de fogo por meses. Sem sucesso, comprou pela internet a espada usada no crime. O objeto teria custado cerca de R$ 400.

Na segunda-feira (10), o assassino foi interrogado enquanto ainda estava hospitalizado. Ele foi indiciado por cinco homicídios triplamente qualificados e uma tentativa de homicídio.

Segundo a polícia, o suspeito foi descrito como uma pessoa solitária. Na casa dele foram apreendidos dispositivos eletrônicos que passaram por perícia. Familiares do jovem foram ouvidos e um pedido de exame de saúde mental foi negado pela Justiça.

Quem são as vítimas

– Keli Adriane Aniecevski, 30 anos, professora
– Mirla Renner, 20 anos, agente educacional
– Sarah Luiza Mahia Sehn, de 1 ano e 7 meses
– Murilo Massing, de 1 ano e 9 meses
– Anna Bela Fernandes de Barros, de 1 ano e 8 meses

Relembre o crime

O ataque a creche aconteceu no dia 4 de maio. O jovem de 18 anos invadiu a unidade Pró-Infância Aquarela por volta das 10h. Ele desferiu golpes de espada contra cinco pessoas, entre elas quatro bebês menores de 2 anos. Três deles morreram.

Além das crianças, a professora Keli e a agente educadora Mirla também foram mortas. Os corpos das cinco vítimas foram velados juntos no Parque de Exposições Theobaldo Hermes na quarta-feira (5). O sepultamento aconteceu no cemitério municipal de Saudades.

O único sobrevivente do ataque foi Henryque, de 1 ano e 8 meses. Ele teve um dos pulmões perfurados e precisou ser submetido a uma cirurgia. No domingo (9), a criança teve alta hospitalar.