Biblioteca Pública fecha novamente. Desta vez um vazamento em caixa d’água.

Devido um vazamento na caixa d’água da Biblioteca Municipal de Balneário Camboriú, na madrugada desta quinta-feira (21), o espaço voltará a ser fechado para atendimento ao público.

De acordo com o comunicado da prefeitura, nenhuma peça do acervo foi danificada ou sofreu avaria, mas parte do forro do prédio terá de ser reparada.

Ainda de acordo com a nota, a situação voltará ao normal, após os reparos necessários na estrutura. Ou seja, não tem data certa para abrir. 

A prefeitura avisará quando os reparos serão finalizados e houver data para a reabertura.

Mais uma vez

Em 2019 a biblioteca ficou fechada para uma reforma geral, após uma forte chuva ter danificado o telhado e a calha do prédio. Na época, documentos, mapas e fotos chegaram a ser atingidos pela chuva.

A biblioteca também ficou fechada entre abril e maio do ano passado, por conta da pandemia de covid-19. A biblioteca tem um acervo de cerca de 50 mil livros.

Descaso 

Em conversa com a reportagem, o jornalista e escritor Bola Teixeira, frequentador assíduo tanto da Biblioteca Municipal quando do Arquivo Histórico, disse que o local tem histórico de negligência do poder público.

“Aquele prédio tem um histórico de negligência e descaso porque até hoje os governos que passaram, desde a desapropriação, não indenizaram o proprietário. Portanto, (o local) está com os dias contados.” denunciou o jornalista.

“Trabalhei na primeira versão do prédio que tinha uma escadaria gigante e não aconselhável para o uso das pessoas mais velhas. Durante o período q estive lá o Arquivo Histórico estava sendo transferido para o piso térreo. A biblioteca era num espaço improvisado na Quarta Avenida. Lembrando q a biblioteca foi criada logo nos primeiros anos do governo Pio.” relembrou Bola.

Bola ainda relembrou as vezes que o local foi fechado por problemas na estrutura, goteiras e outros motivos que persistem anos após anos. Ele ainda lembra que o espaço público era utilizado pela comunidade que costumava frequentar com seus laptops, como se fosse um “coworking”, mas durante a pandemia, e em função da última reforma, ficaram impossibilitados.

“Agora vejo que depois da reforma entregue, acontece um novo problema no prédio. O que mais vou fazer senão lamentar?” completou o escritor desolado.