Camboriú adota relatório semanal. Município registrou 1452 novos casos de COVID

Camboriú passou a emitir os boletins sobre o coronavírus semanalmente. Segundo a nota da secretaria, a medida visa ampliar os dados e informações divulgadas pela Secretaria de Saúde Camboriú, por meio do Departamento de Vigilância Epidemiológica.

O primeiro boletim passou a rodar nesta sexta-feira, dia 21. Conforme a secretária de Saúde, Elisama de Freitas, a alteração se fez necessária devido ao novo protocolo de testagem da Covid- 19 da Secretaria de Saúde de Santa Catarina.

A verdade é que o Estado não determinou nenhum novo protocolo de testagem, eles apenas orientaram sobre o uso racional de testes, indicando quais seriam os casos “prioritários” na testagem. Em momento algum a nota técnica fala sobre a divulgação dos dados. A orientação também é temporária, até que se regularize o fornecimento de insumos por parte do Ministério da Saúde.

No texto enviado pela prefeitura a secretária de saúde diz que: “Prezamos pela transparência em todas as nossas ações, por isso, desde o início da pandemia da Covid-19 sempre tivemos a responsabilidade de compartilhar com a comunidade os dados de saúde do município. Mas, compreendemos que era preciso rever o formato de divulgação, para que assim a nossa população possa ter acesso a mais informações”.

A declaração da secretária também não faz sentido, uma vez que o boletim semanal traz as mesmas informações que os boletins diários traziam. Uma diferença é que traz o número de testes realizados, o que não é tão relevante assim, pois o que interessa são os positivados.

O novo boletim semanal traz o número de vacinados, mas não detalha as faixas etárias e nem porcentagem de acordo com a população vacinável. De acordo com dados do Subcomitê Científico do IFC, Camboriú tem uma das piores taxas de vacinação da região.

O boletim traz também o número de atendimentos realizados nas unidades de saúde e no pronto atendimento do Hospital Cirúrgico Camboriú (HCC). Mas não especifica se foram atendimentos totais ou apenas pessoas com sintomas gripais.

Questionada a assessoria sobre a população vacinável e sobre os atendimentos, ainda aguardamos resposta.

Publicidade