Camboriú: Pela 2° vez, licitações de pavimentação das estradas do interior são canceladas

Desde pequeno sempre ouvi os mais velhos dando vários conselhos. São vários, desde educação, empatia, amor e vida profissional. Entre os conselhos que sempre ouvi, a prefeitura de Camboriú tem reforçado a seguir diversos dos ensinamentos que aprendidas durante toda minha infância.

Pela segunda vez, em poucos meses, as licitações referentes à pavimentação das estradas do interior da cidade de Camboriú, foram anuladas. Triste, se não fosse trágico, as suspensões aconteceram por “recomendação” do Tribunal de Contas do Estado.

As estradas gerais dos Macacos, Rio do Meio e Braço, bem como a Rua Ivo José Rebello, tiveram suas licitações lançadas juntas em janeiro, suspensas em março e anuladas em abril deste ano. Depois foram lançadas separadas em abril, suspensas em maio e junho, e anuladas neste dia 22 de julho.

O que os conselhos de infância tem a ver com isso? Vou trazer alguns abaixo.

NÃO ACREDITE EM POLÍTICOS 

Infelizmente não existe lei que puna promessa não cumprida por políticos e por órgãos públicos. Eles mentem descaradamente e tudo fica por isso mesmo. Edson Piriquito fez até vídeo falando dos “recursos garantidos” para pavimentação das estradas do interior. Assim como Elcio Kuhnen também disse que a prefeitura havia garantido os recursos para as pavimentações.

A verdade é que o tal recurso viria do Plano 1000, aquele grande “migué” contado pelo governador e que não passa de um grande carnaval eleitoreiro. Todos os projetos das licitações citadas acima foram protocolados para receber no Plano 1000. Nem um centavo entrou.

O que me deixa triste é que a comunidade do interior acreditou nisso tudo, criou esperança e eles não são capazes de dar uma satisfação sobre o assunto. Tudo quieto.

NÃO CONTE COM O OVO NO COOL DA GALINHA 

O Governo Élcio não conseguiu homologar nenhuma das licitações a tempo. O TCE muito sábio e ligado em tudo, brecou as licitações por diversas irregularidades. Mesmo assim as pavimentações foram anunciadas incansavelmente pela prefeitura em suas mídia sociais.

Prefeito, vereadores da base, puxas de plantão e cargos comissionados, saíram falando aos 4 cantos que o dinheiro estava garantidíssimo e as obras iniciariam em poucos dias. O resultado está ai. Muita promessa e nada aconteceu. Esse ano esquece. Quem sabe, mais pra frente. E olhe lá.

Em partes foi bom. As licitações somavam nada menos de 37 milhões de reais que a prefeitura de Camboriú não tinha em caixa para por na frente e a promessa do tal Plano 1000 era de pagar em até 5 anos.

NÃO GASTE MAIS DO QUE VOCÊ GANHA

Sem o dinheiro garantido em caixa e com prazo de 5 anos para receber, a prefeitura com certeza não conseguiria cumprir com os compromissos. Com orçamento pequeno e com capacidade de endividamento no limite, não há como encarar uma obra dessa dimensão com recursos próprios.

O que Elcio está passando em Camboriú, é a realidade da maioria dos municípios catarinenses que acreditaram nessa balela e saíram licitando obra em cima de obra. Não há como ser tão irresponsável a ponto de encarar milhões em obras sem saber se vai receber do estado. Aliás, me digam um único município de 50 mil habitantes tem 50 milhões de reais em caixa para colocar na frente e esperar 5 anos para o Estado reembolsar. Isso é utópico.

Já não chega as contas de 2018 que foram reprovadas pelo TCE e está rolando uma artimanha danada para que ela não vá a votação na Câmara, o que pode custar o emprego de prefeito de Elcio Kuhnen, o governo ainda quer gastar um dinheiro que não tem e nem sabe se vai ganhar.

Aliás, houveram outras obras que licitaram, estão homologadas e vai consumir alguns milhões da prefeitura. Pelo que consultei, dos 48 milhões de reais protocolados no estado, foram aprovados a tempo míseros 6 milhões, com R$ 1,9 repassados, de fato, em PRIMEIRA PARCELA para a conta da prefeitura. As outras parcelas, só Deus sabe quando entra.

E repito. Parem de mentir para a população, por favor.


Camboriú: Pela 2° vez, licitações de pavimentação das estradas do interior são canceladas
Poucas e Boas – Por Gian Del Sent

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