Carro usado por ladrão de helicóptero na Serra foi roubado há 10 meses em Porto Alegre

O Hyundai IX-35 foi deixado no pátio da empresa Tri Táxi Aéreo, em Canela, no momento do embarque do criminoso, na manhã de sábado. Helicóptero recuperado em Triunfo é submetido a exames periciais.

A Polícia Civil conseguiu determinar a origem do Hyundai IX-35, com placas clonadas, abandonado pelo contratante do voo no helicóptero que acabou roubado no final da manhã de sábado depois de partir de Canela, na Serra, e pousar em uma propriedade rural de Triunfo. O veículo deixado no pátio da empresa Tri Táxi Aéreo foi levado por ladrões em junho do ano passado na zona norte de Porto Alegre.

De acordo com o delegado Joel Wagner, que investiga o caso pela Delegacia de Roubos, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a suspeita é de que o carro já estivesse circulando há bastante tempo. A partir da ocorrência do roubo, os investigadores tentarão traçar o caminho feito, nas mãos de criminosos, até a ação do último sábado. O veículo foi submetido a perícias para a coleta de digitais que possam ser comparadas com suspeitos do crime.

Além deste veículo, a polícia busca pistas de um Corolla, um Civic e uma Spin que teriam sido usadas para levar o piloto de Triunfo até a Vila Dique, na zona norte de Porto Alegre.

A contratação

Ainda no domingo, a polícia divulgou imagens do homem apontado como contratante do voo, que seria, supostamente, um passeio de presente aos pais dele. Conforme os relatos repassados pela empresa de táxi aéreo, o primeiro contato do suspeito, que se identificava com documentos falsos, aconteceu na última semana de março. Primeiro, por telefone. Depois, com contatos constantes por WhatsApp. O acerto do voo aconteceu na última sexta-feira. E, às 10h30min de sábado — 30 minutos antes do embarque programado — ele se apresentou na empresa e entregou a documentação para poder embarcar.

— Todo este diálogo com a empresa, as imagens e a documentação falsa estão sendo analisados pela investigação. Determinarmos quem é essa pessoa é fundamental para chegarmos aos mandantes desse crime — acredita o delegado Joel Wagner.

Imagem do contratante do voo em Canela foi divulgada pela polícia Foto: Divulgação / Polícia Civil

Perícia

Outra frente na investigação tem o Instituto Geral de Perícias (IGP) como protagonista. Os peritos fazem uma varredura minuciosa no helicóptero deixado pelos criminosos em uma propriedade rural na localidade de Vendinha, em Triunfo. Além da busca de digitais, a polícia espera ter resultados de possíveis materiais genéticos deixados nas cordas e outros objetos apreendidos dentro da aeronave. A suspeita é de que as portas do helicóptero foram arrancadas à força. Essa ação pode ter deixado vestígios importantes à investigação.

A polícia ainda apura a propriedade do sítio onde a aeronave foi deixada. De acordo com o delegado Joel Wagner, o local teria mais de um proprietário. A intenção é ouvi-los nos próximos dias.

Por Zero Hora