Ciclone subtropical foi causa de estragos pelo Estado

Um ciclone subtropical foi a causa dos estragos registrados na Grande Florianópolis e no litoral Sul do Estado na madrugada deste domingo, segundo o meteorologista Leandro Puchalski. O fenômeno começou a tomar forma na noite de sábado e nas primeiras horas de hoje provocou destelhamento de casas, queda de árvores, deslizamentos, além de ter deixado 260 mil domicílios sem energia elétrica, a maioria na Capital.

Em Florianópolis foi registrada a maior velocidade de vento, 118 km/h, às 4h40 de domingo, segundo informações da estação meteorológica do Aeroporto Internacional Hercílio Luz. Choveu na Capital, em 24h, o equivalente a todo o previsto para o mês de dezembro, mais 160 mm.

O meteorologista da Epagri/Ciram Erikson de Oliveira explica que, aos poucos, o ciclone está se deslocando para o oceano, mas de forma lenta. Por isso, embora o pior já tenha passado, até amanhã ainda podem ocorrer rajadas de vento de até 60 km/h, chuvas e agitação marítima com ondas de 4,5 metros.

Oliveira explica que os ciclones são comuns ao longo de todo o ano  no litoral catarinense. Nem todos, contudo, ocorrem tão próximos do continente, como explica Puschalski:

— Neste caso, a maturação do ciclone (quando os ventos são mais intensos) ocorreu exatamente em cima do continente, não no oceano, e aí provocou esses estragos todos. Normalmente ocorre sobre o mar, e aí percebemos ventos menos fortes – diz Puschalski.

Os ciclones se formam a partir de centros de baixa pressão atmosférica, em torno dos quais se constituem redemoinhos com alta pressão. Quanto maior a diferença de pressão atmosférica entre o centro do sistema e a porção externa, maior a velocidade do vento.

São classificados como subtropicais, tropicais ou extratropicais. A diferença mais importante é a temperatura no seu centro. Nos subtropicais, a temperatura do centro é maior do que na atmosfera ao redor.

Para comparação, em 2004 o Sul de SC e o Norte do RS sofreram com o Furacão Catarina, cujos ventos alcançaram 180 km/h. Três pessoas morreram e pelo menos 1 milhão foi atingido.

Ventos máximos registrados neste domingo*: 

Florianópolis – 118 km/h
Imbituba – 100 km/h
Rancho Queimado – 86 km/h
São Bonifácio – 69 km/h
Major Gercino – 57 km/h
Jaguaruna – 52 km/h

(Por A Hora de Santa Catarina)
Foto: Elvis Palma

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