Ciro Gomes opera na expulsão de Paulinha do PDT

Por Marcos Schettini

O presidenciável cearense já havia, em outros momentos, construído uma posição contrária à presença da deputada Ana Paula da Silva, a Paulinha, na sigla. A parlamentar sempre atuou dentro do partido e, através dele, foi prefeita de Bombinhas e indicada pelo PDT a cargos em Brasília.

A deputada entrou em rota de colisão com o presidente dos trabalhistas em SC em vários momentos. Deles, destaca-se assumir a condição de líder do Governo na Alesc. O ato, em dissonância com a executiva, foi observado como desrespeitoso porque, segundo Manoel Dias, a parlamentar teria tomado decisões paralelas às discussões internas e, por isso, levado ao conhecimento do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Maneca já havia considerado Paulinha fora das linhas internas e, justamente por isso, a ex-prefeita de Bombinhas tomava decisões aleatórias às internas.

Além disso, em duas oportunidades, em Brasília e outra em Florianópolis, ela se reuniu com o MDB, onde recebeu convite para filiação e, em outra, com o Podemos. Na capital dos catarinenses, ela conjugou com o prefeito Gean Loureiro que, também, formulou a mesma afinação.

O terreno brizolista da ex-trabalhista ficou insustentável e, por isso, a decisão de expulsar sua liderança interna. A convivência com o deputado Rodrigo Minotto foi arrastada igualmente em uma total disparidade verbal. Enquanto um rezava na cartilha de Ciro Gomes, ela nas manifestações de linhas contrárias.

O prefeito do município de Bombinhas, que é filiado ao Democratas, marido e tem influência nas decisões a partir de agora, emitiu um comunicado parabenizando a conquista e que, o ato de expulsão, libertou-a, desde já, para construir seu destino político

O comando nacional não esperou que Paulinha chegasse à janela, em abril do ano que vem, porque entendeu que, se deixasse afrouxado nesta decisão, ela iria abandonar os pedetistas e sair de vítima.

Leia abaixo a manifestação do prefeito de Bombinhas, Paulo Henrique Dalago:

Parabéns a deputada Paulinha que, depois de anos, conseguiu se libertar do PDT. Um partido de ódios e que sempre quis cargos, nunca o bem do país; que na mão de direção estadual que nunca fez nada de positivo para SC, mas sempre lucrou com alianças, pois “coliga” o partido em todas as eleições, muitas destas duvidosas.

Um partido que não honra sua história, muito menos as pessoas que neles acreditam. Partidos políticos tem que ser feitos para as pessoas, para fazer o bem a elas, não para beneficiar interesses pessoais como é o PDT, hoje em todo país, e especialmente em Santa Catarina. Paulinha, agradeça pela sua libertação, pois as pessoas acreditam em você, não em uma sigla que engana o povo.

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