Com cidade fechada, Bruno Covas vai ao Maracanã e chama críticos de hipócritas

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), rebateu as críticas que recebeu após ter ido à final da Libertadores no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Santista, Covas acompanhou seu time, que perdeu para o Palmeiras por 1 x 0.

O tucano estava de licença médica da prefeitura da capital paulistana últimos dias, para sessões de radioterapia.

Sua licença acabou na última 5ª feira (28.01.2021) . Ao se manifestar por meio das redes sociais, Covas disse que “resolveu”  tirar mais 3 dias de licença não remunerada para ficar com seu filho.

O prefeito foi duramente criticado nas redes sociais por ter ido ao jogo no momento em que São Paulo vive um momento crítico da pandemia e está com diversas medidas restritivas em vigor.

Covas classificou como “hipocrisia” as críticas que recebeu e disse que “a lacração da internet resolveu pegar pesado”. Ao longo de sua justificativa, o prefeito afirmou ser direito seu ir ao jogo. “Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida”.

Prefeito de Balneário também estava lá 

Enquanto a cidade alcançava 180 mortes por covid e empresas eram fechadas por aglomeração, o prefeito de Balneário Camboriú Fabrício Oliveira também esteve entre os convidados para a final no Maracanã.

Questionada, a assessoria da prefeitura minimizou a atitude, romantizando o caso, classificando como um “passeio em família”.

Além de o distanciamento social não ter sido respeitado, maioria dos “vips” também não usaram máscaras. Em muitas fotos, foram flagrados aglomerados e sem o uso da proteção. Também há registro de torcedores abraçados.

Pelo menos na foto, Fabricio e acompanhantes aparecem de máscara. O que não garante que tenha sido assim o tempo todo.

 

Nota da Redação: Embora Bruno Covas e Fabrício sejam cidadãos que tem seus direitos de ir e vir preservados pela constituição, são homens públicos eleitos pelo mesmo povo que obedecem os decretos assinados por eles. Portanto, devem dar o exemplo e devem sim explicação a população.