Construção de hotel abandonada dará lugar a empreendimento de luxo

Demolição e plano de recuperação ambiental devem começar em 10 dias (Foto: Diarinho/Divulgação)

O antigo hotel inacabado que virou uma construção-fantasma e símbolo de abandono há mais de 20 anos no bairro Ilhota, em Itapema, será demolido para dar lugar a um empreendimento de luxo. A área de mais de 33 mil metros quadrados foi comprada pela construtora Pasqualotto. A empresa também adquiriu o terreno ao lado, com mais de 130 mil metros quadrados.

O projeto prevê para os próximos anos, ainda sem prazo de lançamento, a construção de um mega empreendimento imobiliário, mas restrito à área edificável. A nova estrutura deve contar com torres residenciais, comerciais e hotelaria de superluxo. A proposta é que a novidade se torne um novo cartão postal de Itapema, mas o projeto ainda não está pronto. Já a demolição das ruínas do antigo hotel é prevista dentro de 10 dias, segundo a construtora.

A obra do antigo hotel está parada desde 1998 e virou alvo de uma ação civil pública em 2002, por meio da qual a justiça embargou a construção por irregularidades ambientais. A sentença inicial determinava a demolição do bloco A do hotel e execução de plano de recuperação da área degradada, em decisão que resultou numa longa batalha judicial.

A empresa responsável pela obra também enfrentou ações na justiça por dívidas fiscais e previdenciárias. O prédio atualmente em ruínas fica na rua 1100, em uma área privilegiada entre a BR-101 e a praia da Ilhota, no limite com Balneário Camboriú. A construção de cerca de cinco mil metros quadrados e mais de 80 quartos foi feita em terras da Marinha e área de preservação permanente, às margens do rio da Mata de Camboriú.

A ação judicial em 2002 foi aberta em razão do aterramento do  manguezal. No ano passado houve acordo pela demolição total do prédio, recuperação da área degradada e pagamento de compensação ambiental. Além da construtora, o município de Itapema, que autorizou o empreendimento à época, e o BRDE, banco financiador do projeto, também eram réus.

Diarinho