O Ministério Público Federal (MPF) informou na sexta-feira (26) que acompanha as consequências do naufrágio do clube flutuante em Balneário Camboriú, através de uma notícia de fato.
A plataforma foi destruída durante a passagem de um ciclone extratropical pelo estado em 10 de agosto. Segundo o Instituto Anjos do Mar, ONG que atua na segurança náutica e proteção das praias na região, os destroços já foram vistos em sete cidades no Litoral.
O procedimento preparatório de investigação foi aberto após uma denúncia feita pela Associação Comunitária de Moradores da Praia Brava em 16 de agosto.
O órgão solicitou para prefeitura e Capitania dos Portos informações sobre o acidente relacionadas à “potenciais danos ambientais e segurança da navegação”.
A empresa responsável pelo empreendimento, a Capitania dos Portos e a prefeitura de Balneário Camboriú, foram procuradas pela imprensa. Até a última atualização desta matéria, apenas o município respondeu.
Em nota, a prefeitura de Balneário Camboriú disse que “acompanha a situação e que já fez uma reunião com os empresários do empreendimento para avaliar a situação”. Além disso, falou que a limpeza ocorre, mas é preciso “ter paciência” (leia nota abaixo).
Riscos causados por destroços
No documento enviado ao MPF, a associação afirma que há preocupação de que alguns destroços se transformem em microlixo, que são muito mais difíceis de serem retirados do meio ambiente.
De acordo com Marcelo Ulysséa, coordenador do Instituto Anjos do Mar, voluntários já recolheram cerca de uma tonelada de materiais do naufrágio em Balneário Camboriú, Navegantes, Penha, Balneário Piçarras, Barra Velha e São Francisco do Sul e Itajaí.
“A nossa maior preocupação é com o isopor, que é o mais nocivo para espécies de peixes e aves. São espécies que acabam ingerindo o isopor e isso entra na nossa cadeia e acaba também nos prejudicando”, afirmou.
Nota da prefeitura de BC
A prefeitura de Balneário Camboriú informou que acompanha a situação e que já fez uma reunião com os empresários do empreendimento para avaliar a situação.
Segundo Maria Heloísa Lenzi, secretária do Meio Ambiente do município, a limpeza avança, “mas é preciso ter paciência, pois as estruturas são de grande porte e pesadas.
Na semana passada, a secretária teve uma nova reunião com um dos empresários para apresentar o avanço na limpeza. A plataforma tem entre os proprietários o apresentador Álvaro Garnero. São sócios do negócio também Reinaldo Oliveira, Marlon Cristiano e Lucas Araújo.



