O delegado Ícaro Freitas Malveira, da DIC de Balneário Camboriú, vai investigar a morte de Helen, 42 anos, que aconteceu na noite de sábado, na praia do Estaleirinho.
O delegado informou que não descarta a hipótese de feminicídio e instaurou um inquérito. “Há a suspeita de feminicídio. O corpo foi removido ao IML, mas sem laudo ainda”, informou o delegado.
Helen morreu em sua casa na rua Antônio Sabino Silva, no sábado. Os amigos e a família alegam que Helen foi espancada pelo marido, que é um ex-presidiário, e morreu após a agressão.
A polícia Militar foi chamada para atender a ocorrência e encontrou a mulher já sem vida. Segundo a PM, o Instituto Geral de Perícia (IGP) foi chamado e não identificou marcas de violência ou sinais de feminicídio.
A irmã da vítima contou à PM que Helen tinha problemas de saúde, inclusive de coração, e já havia sofrido um AVC. “Todos os órgãos foram acionados e compareceram: PM, PC, IGP e foi acionado o IML. Todavia, com a constatação pelo IGP de morte não violenta, o IML não recolheu o corpo, ficando sob a responsabilidade da família, no caso a filha”, informou a PM.
O corpo de Helen ficou quatro horas dentro da casa até a família conseguir contato com a assistência social de Balneário e a funerária conveniada que foi recolher o corpo.
O corpo foi levado pro hospital Ruth Cardoso para a verificação do óbito. “O pai insistiu que a filha foi vítima de um feminicídio. Devido a insistência, o IML pegou o corpo no hospital para fazer a perícia”, informou o delegado.
Somente com o laudo da necropsia, o IGP saberá a causa da morte de Helen. “A perícia vai ajudar na definição de feminicídio ou morte natural”, informou o delegado.
O marido de Helen não voltou pra casa desde a morte dela.
Por Diarinho



