Doação de órgãos: SC amplia resultados e mantém liderança nacional

Divulgação SC
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Referência nacional em doação de órgãos, Santa Catarina mantém em 2026 os melhores indicadores do país e já supera, até agosto, a taxa de doadores efetivos registrada em todo o ano passado. O Estado alcançou 45 doadores efetivos por milhão de população (pmp), acima dos 42,8 pmp registrados em 2025, quando Santa Catarina também apresentou a maior taxa do Brasil. Os resultados são fruto de mais de duas décadas de consolidação do Sistema Catarinense de Doação e Transplantes como uma política pública de Estado, aliando a solidariedade das famílias catarinenses a investimentos e capacitação permanente dos profissionais que, desde 2023, foram ampliados pelo Governo do Estado.

Outro indicador que evidencia a evolução do sistema é a taxa de não autorização familiar. Em 2026, o índice está em 31%, abaixo dos 32% registrados em 2025. A redução é ainda mais expressiva quando considerado o histórico: em 2007, 70% das famílias não autorizavam a doação. O avanço reflete o trabalho permanente de educação, acolhimento e capacitação das equipes envolvidas no processo de doação e transplante.

“A frente do resto do país, Santa Catarina segue alcançando resultados expressivos na doação de órgãos, possibilitando transplantes e novas oportunidades de vida.  O SC Transplantes é uma política de Estado consolidada há mais de duas décadas, que vem sendo aprimorada continuamente. O Governo do Estado mantém investimentos na estrutura dos serviços e na logística de transporte terrestre e aéreo, garantindo que todo o processo aconteça de forma segura e ágil, beneficiando pacientes de Santa Catarina e também de outros estados”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.

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Criada em 1999, a Central Estadual de Transplantes (SC Transplantes), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), coordena as ações de doação, distribuição e transplante de órgãos e tecidos em Santa Catarina. Ao longo de sua trajetória, o sistema catarinense contribuiu para que cerca de 26 mil pessoas recebessem órgãos, tecidos ou células. Doações realizadas em Santa Catarina também beneficiam pacientes de outros estados.

“Temos um sistema catarinense consolidado e reconhecido pelos resultados alcançados ao longo dos anos. Nos últimos 21 anos, em 15 deles fomos líderes isolados no processo de doação de órgãos para transplante no Brasil e, nos demais, ficamos na segunda colocação. Em 2025, alcançamos os melhores resultados do país e, neste ano, seguimos trabalhando para avançar ainda mais. Isso é resultado de uma política de Estado construída de forma contínua, mas também da decisão de famílias que disseram sim à doação. Até hoje cerca de 9,4 mil famílias catarinenses autorizaram a doação, impactando diretamente a vida de milhares de pessoas em Santa Catarina e em outros estados. Nossa gratidão a todas as famílias doadoras”, afirma o coordenador do SC Transplantes, Joel de Andrade.

Capacitação fortalece a comunicação com as famílias

A entrevista familiar é uma das etapas mais sensíveis do processo de doação de órgãos. O momento exige preparo técnico, empatia e comunicação qualificada por parte dos profissionais responsáveis por acolher e orientar as famílias.

Para fortalecer essa abordagem, Santa Catarina realiza, em média, 10 Cursos de Comunicação em Situações Críticas por ano, voltados à qualificação dos profissionais que atuam diretamente nesse processo. Até agosto de 2026, 3.288 profissionais já haviam sido capacitados. Há 73 instituições hospitalares de Santa Catarina que integram o Sistema Estadual de Doação.

Entre janeiro e agosto de 2026, a SC Transplantes registrou 525 notificações de potenciais doadores, com 395 entrevistas familiares realizadas e 272 autorizações para doação. No período, foram efetivadas 241 doações de múltiplos órgãos. Também foram realizados 1.167 transplantes no Estado.

Como ser um doador?

Todas as pessoas podem doar órgãos e tecidos. Não é necessário deixar nada por escrito, basta comunicar sua família sobre o desejo de doar. A autorização familiar é necessária para que a doação seja realizada. Após o consentimento da família, são iniciados o planejamento da logística, os procedimentos para remoção dos órgãos, seleção dos receptores mais compatíveis e, na sequência, distribuição dos órgãos para serem transplantados.

A logística de transporte é uma das etapas mais importantes, pois quanto mais jovens os doadores, mais complexa é a estrutura devido ao potencial de utilização dos órgãos. O Governo do Estado tem à disposição aeronaves da Secretaria de Estado da Saúde/Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, táxi aéreo e voos comerciais, de acordo com a disponibilidade no momento. Todo o processo movimenta dezenas de pessoas.

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