Estiagem de 2019 é semelhante às ocorridas em 2014 e 2017 em Santa Catarina, afirma Epagri

A baixa umidade e a falta de chuvas são os primeiros sinais que apontam para a estiagem. Mas não é bem assim que o fenômeno é visto por especialista da área, como um hidrólogo. O que é observado é a evapotranspiração e isso depende muito da época do ano em que ocorre, segundo explicação do hidrólogo Guilherme Miranda, da Epagri/Ciram.

A evapotranspiração é a evaporação a partir do solo e da transpiração das plantas, que é realizada em uma intensidade diferente no inverno, verão, outono e primavera.

As estiagens ocorridas em 2014 e 2017, por exemplo, são semelhantes à essa que está em curso. A mais recente, há dois anos, aconteceu nos meses de setembro, outubro e novembro e foi intensa no Oeste e Meio-Oeste do estado. O litoral, em 2017, foi pouco afetado pelo fenômeno.

Neste ano, o período seco começou em junho em muitas partes do estado. Mas foi no final de julho que o evento se estabeleceu em Santa Catarina. A partir de 29 de julho, a Epagri/Ciram passou a emitir o Aviso Hidrológico com o monitoramento dos rios, a maioria em situação de alerta.

Guilherme Miranda afirma que a estiagem pode ser severa e ocorrer em curto período ou pode ser branda e prolongada. A de 2019 está sendo persistente e ainda não é possível prever quando será encerrada.

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