Ex-delegado de BC é condenado por corrupção em caso de cassino clandestino

O ex-delegado Ademir Serafim foi condenado a oito anos, seis meses e seis dias de prisão.

A pena é a condenação que recebeu pela propina mensal para proteger um cassino clandestino em Balneário Camboriú, conforme a denúncia do ministério Público.

Além de Serafim, preso pelos crimes de peculato e corrupção passiva, outros quatro réus foram condenados por corrupção ativa. Os crimes foram investigados pelo Gaeco entre 2011 e 2012, quando o então delegado foi preso e afastado das funções pela justiça.
A investigação provou que, por intermédio de um policial civil, Serafim recebia dos donos do cassino R$ 2 mil mensais pra garantir o funcionamento da casa sem ser incomodada, fornecendo informações privilegiadas e não fazendo operações no local. O valor dobrava na temporada.

Foram condenados por corrupção ativa: Ricardo Giuliano Tena, gerente e filho do proprietário do cassino, que também foi denunciado, mas faleceu durante o processo, e os funcionários Miriam Furtado, Marcelo de Castro e Alexandre de Castro.

Por terem feito colaboração premiada, os quatro tiveram as penas reduzidas pra menos de quatro anos e substituídas por medidas restritivas de direitos, pagamento de multa e prestação de serviços à comunidade.

Já o ex-delegado, além da corrupção passiva, foi condenado por peculato, por usar um carro público pra atividades particulares.

Além da prisão, Serafim teve decretada a perda do cargo público. Como já está aposentado, deverá perder o salário. Ademir está em liberdade porque as penas só serão aplicadas após o trânsito em julgado da ação.

Relembre o caso 

O ex-delegado regional de Balneário Camboriú e ex-chefe geral de polícia de Santa Catarina, Ademir Serafim foi detido no dia 4 de novembro de 2011 , ao ser flagrado recebendo propina de outro policial civil em seu gabinete em Balneário Camboriú.

A operação Jogo Duplo foi conduzida em parceria entre Ministério Público, Polícia Civil, Militar e Secretaria da Fazenda.

As investigações sobre exploração de jogos de azar e crimes contra a administração pública duraram nove meses. Foram cumpridos nove mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em residências.

 

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