Funcionários públicos pagos para bater papo no WhatsApp – Coluna Gian Del Sent

Um fato curioso me chamou atenção nesta sexta-feira, dia 24, dia este em que a política nacional ferveu a saída do Ministro Sérgio Moro e, na parte da tarde, o discurso de Jair Bolsonaro para falar do assunto.

O número de assessores de comunicação, de vários setores do poder público, batendo papo sobre o discurso do presidente e sobre a saída do ministro, em um grupo de Whatsapp.

Servidores esses, em sua totalidade, comissionados ou indicados, em horário de trabalho, debatendo sobre política em um grupo voltado a comunicação. E os seus salários pagos pela população.

Uns com pitacos isolados, outros com longas frases e debates assíduos, tinha de tudo. Desde primeiro escalão, coordenador de departamento e até funcionário de terceirizada, todos contribuindo para debate, ao invés de estarem gerando conteúdo para seus setores. Prefeituras de BC e Camboriú, e Câmara de BC, representada nos debates.

Desde anúncio de panelaço e opiniões políticas, até comentários sobre a expressão facial dos ministros durante a coletiva do presidente, foram os assuntos do debate se estendeu o dia todo.

Eu como jornalista, tenho vergonha alheia.
Como contribuinte, fico indignado.
Como gestor de um site de notícias, sabendo a porcaria que está a comunicação de cada um dos setores dos participantes do debate, me da raiva.

Enquanto isso, o COVID-19 foi esquecido.
Pautas importantes estão se perdendo.
E até a foto de um carro da saúde de Camboriú, capotado no interior da cidade, ficou sem explicação. A desinformação, impera.

Sobre o Bolsonaro e a saída de Moro?
Prefiro nem comentar.

Ao Meu Ver
Por Gian Del Sent

 

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