Governo estadual anuncia retomada de atividades na educação em 22 de abril

Em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (6), o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, anunciou que as escolas estaduais terão retomada das suas atividades em “plena carga” a partir do dia 22 de abril.

As medidas incluem fornecimento de material online para quem tiver condições, e físico para aqueles sem acesso à internet ou computador. Mas, em último caso, haverá uma retomada presencial para os estudantes que não forem atendidos pelas duas opções acima. Neste último caso, as escolas seguirão as medidas recomendadas pela Secretaria de Estado da Saúde e receberão estes estudantes.

Atualmente, de acordo com dados do governo estadual, 42% dos alunos não têm um computador em casa, e 18% estão sem acesso à internet. A medida, que afeta 540 mil estudantes de escolas estaduais, deve retomar “em plena carga” até 22 de abril, com todos os estudantes realizando as atividades conforme as medidas do governo.

O secretário falou que há distinção desse pacote de medidas com relação ao EaD (Ensino à distância). Como não há previsão de quanto tempo as aulas ficarão suspensas, essas são as medidas em vigor. Quando as aulas retornarem, haverá reforço e recapitulação dos conteúdos ministrados remotamente.

Alimentação

Além disso, o secretário também falou sobre a alimentação escolar, que afeta estudantes vulneráveis socialmente. A pasta aguarda sanção do projeto de lei federal 786, que foi aprovada pelo legislativo, mas ainda precisa da rubrica do presidente da república.

O texto autoriza, excecionalmente, a distribuição de alimentos com recursos do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). Segundo o secretário, essa distribuição será feita evitando aglomerações e seguindo orientações da secretaria de saúde.

Serão distribuídos kits alimentares para as famílias dos estudantes. Os produtos virão da agricultura familiar do Estado, com previsão de injetar R$ 4 milhões na economia. Serão oito centros de distribuição em Santa Catarina.

Por parte do governo, são 61 contratos com 42 cooperativas de fornecimento. “Nós vamos adquirir os produtos dessas cooperativas, que irão entregar no centro de distribuição.

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