Homem mata a esposa, a filha e comete suicídio

Um homem de 32 anos, uma mulher de 28 e uma criança de 3 anos foram encontrados mortos na manhã desta quarta-feira (6) em um apartamento no bairro Pinheirinho, em Chapecó, no Oeste catarinense.

O síndico do local, Vanderlei Sbaraini, disse que não escutava discussão ou brigas, mesmo morando já há cinco anos no condomínio. O delegado responsável pelo caso, Vagner Papini, afirmou que “ao que tudo indica, o indivíduo praticou homicídio contra a esposa e a filha e posteriormente se matou”.

Investigação

“Nós não temos testemunhas oculares, mas nós temos testemunhas que ouviram gritos, que ouviram o barulho dos tiros”, disse o delegado. Nos próximos dias, essas pessoas devem ser ouvidas na investigação. Até a publicação desta notícia, a Polícia Civil não tinha informações de quanto tempo o casal estava junto.

No apartamento, foi apreendida uma carta. A princípio, segundo o delegado, ela teria sido escrita pelo homem em tom de despedida. Ela vai passar por perícia. “Vai tentar ver se a letra dele é a mesma da pessoa que escreveu a carta”, explicou Papini.

Um revólver também foi apreendido. O inquérito policial será aberto nesta quinta-feira (7), conforme o delegado.

Tiros

O síndico contou que escutou os disparos, porém imaginou que era algo caindo no chão. O que chamou atenção dos vizinhos foi o carro do casal, que ainda estava no estacionamento.

“Por volta das 10h e pouco, a portaria me ligou dizendo que o pessoal que trabalha com eles estava aqui no condomínio porque nem ele, nem ela [tinham ido ao trabalho], nem a nenê estava na creche. Eu falei com eles. Falei ‘ó, aciona a polícia para nós podermos entrar dentro do apartamento'”, disse o síndico.

“Bem estranha a situação, bem chocante a cena do fato. Chamou muito a atenção porque não tem nada fora do lugar”, disse o sargento Márcio Garcia, da Polícia Militar.

O crime chocou os moradores dos prédios do condomínio. De acordo com os vizinhos, ninguém ouvia brigas ou discussões entre o casal, eles eram vistos como uma família amorosa. “Até ano passado ele [homem] foi sub-síndico do condomínio. Era um cara assim tranquilo, tranquilo, sabe? Nunca vi ele alterar a voz”, disse o síndico.

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