Homem que matou esposa e filho de um mês envenenados é condenado a 53 anos de prisão em Itapema

Acusado de matar a companheira de 36 anos e o bebê do casal de um mês e meio de vida, Luiz de Souza, 35 anos, foi condenado a 53 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado, e dois meses de detenção, em regime aberto, nesta quinta-feira (26/5) pelo Tribunal do Júri da comarca de Itapema, no Litoral Norte.

O crime ocorreu na noite de 15 de setembro de 2020, no bairro Morretes, e os corpos foram localizados dias depois em Rio dos Cedros, no Alto Vale.

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Segundo denúncia do Ministério Público (MP), enquanto preparava o jantar, o réu colocou veneno na carne e a serviu para a vítima, que comeu a refeição. Logo após, ao sentir os sintomas do envenenamento, ela foi levada pelo então companheiro ao veículo do casal de forma dissimulada, pois ele dizia que a levaria ao hospital, porém foi para outro destino. A mulher e o filho, que consumiu o leite materno envenenado, faleceram no interior do veículo, no trajeto entre as cidades de Itapema e Rio dos Cedros.

Ainda de acordo com o MP, depois das mortes, o homem transportou os corpos das vítimas até a cidade do Alto Vale, onde ocultou os cadáveres em local ermo, ao enterrá-los em uma propriedade rural. Ele ainda teria usado o celular da vítima para, em nome da mulher, enviar mensagens a amigos e familiares e informar que passava bem e que estava no Estado do Rio Grande do Sul com outra pessoa.

O Conselho de Sentença reconheceu que o réu praticou dois homicídios qualificados, um por motivo torpe, com emprego de veneno, utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio; e o outro por emprego de veneno e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ademais, o denunciado também ocultou os cadáveres e praticou o delito de fraude processual.

A sessão do Tribunal do Júri, presidida pelo juiz Marcelo Trevisan Tambosi, foi transmitida no canal da comarca de Itapema no YouTube, teve início às 9h e encerrou por volta das 18h30min. O réu, que acompanhou o julgamento de forma remota no Presídio de Itapema, confessou a autoria dos crimes. A decisão é passível de recurso e o processo tramita sob sigilo.

 

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