Hospital Marieta em Itajaí tem R$ 1,2 milhão de débito por mês

Recursos públicos insuficientes têm provocado um déficit mensal de R$ 1,2 milhão no Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. Em dezembro, o Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, que gerencia a unidade, precisou de um empréstimo bancário para pagar o 13º dos mais de 1,3 mil funcionários. Nos últimos meses, o hospital recorreu aos parcelamentos para pagar médicos e fornecedores, e já chegaram a faltar medicamentos.

A unidade atende toda a região da foz do Itajaí-açu e contabiliza mais de 75 mil atendimentos todo mês. Na semana passada vereadores de Itajaí assinaram uma moção de apelo ao Governo do Estado para pedir aumento dos repasses ao hospital, proposta pelo vereador Fabrício Marinho (PPS).



Os parlamentares argumentam que há disparidade entre as verbas enviadas a Itajaí e a outros hospitais catarinenses. O Marieta tem 384 leitos e recebe R$ 600 mil por mês do governo estadual, um terço do que é repassado ao Hospital Regional de Chapecó, por exemplo, que tem 277 leitos. No hospital de Itajaí, 92% das internações são pelo SUS.

Presidente da Associação Madre Teresa, que acompanha a saúde financeira do hospital, Marcos Seara revela preocupação de que a falta de recursos inviabilize o funcionamento do Complexo Madre Teresa, projeto de ampliação do Marieta que deve ser entregue em novembro. Sem dinheiro em caixa para contratação e treinamento dos funcionários, ele teme que a obra, que tornará o Marieta um dos maiores hospitais de Santa Catarina, acabe se tornando um ¿elefante branco¿.

O investimento na ampliação é de R$ 49 milhões, a maior parte vindo do Governo do Estado.

Sem equipamentos

A falta de dinheiro para contratação de pessoal não é o único problema a ser enfrentado na ampliação do Marieta. As obras do Complexo Madre Teresa deveriam ter sido entregues em julho do ano passado, mas problemas financeiros enfrentados pela empresa SulBrasil, que é responsável por tocar as obras, estenderam o prazo.

Os trabalhos estão dentro do cronograma, mas ainda há incertezas sobre a compra de equipamentos, que vinha sendo acertada com o Ministério da Saúde.

A única garantia é em relação aos aparelhos de ressonância magnética e tomografia, que já têm R$ 6,9 milhões reservados na Secretaria de Estado de Saúde. O custo total para equipar o Complexo, no entanto, chega a R$ 73 milhões.

O Sol Diário

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