Investigação indica que advogado assassinado em Floripa foi morto a mando da ex-mulher

O assassinato do advogado gaúcho Carlos Eduardo Martins Lima, de 31 anos, que foi torturado e morto no Norte da Ilha, em Florianópolis, na madrugada de 2 de março, começa a ganhar um desfecho na Polícia Civil. Após a prisão de Alan Voltz Machado Batista, que trabalhava como segurança da vítima, a principal suspeita é a de que o crime tenha sido encomendado pela ex-mulher do advogado, que era natural de Bagé, mas residia em Gravataí, no Rio Grande do Sul. A mulher foi identificada como sendo Janaína Ribeiro Trindade.

Para matar o amigo, Alan teria recebido R$ 50 mil. Os dois estavam hospedados num apartamento alugado na Barra da Lagoa, acompanhados de outras pessoas, uma delas a própria Janaina, e outro homem, identificado como Lúcio Gonçalves.

Conforme imagens de um circuito de monitoramento, no começo da madrugada, Carlos Eduardo e Alan saíram do local na BMW do advogado. O corpo foi encontrado por volta das 7h, na servidão Cinco Rosas, no bairro Rio Vermelho. O veículo foi abandonado perto dali.

Nas redes sociais, Carlos Eduardo publicou videos dias antes de ser morto, onde desafiava policiais militares, que estariam vigiando sua casa, em Gravataí. A Justiça havia emitido uma medida protetiva impedindo o advogado de se aproximar de Janaína, e inclusive uma ordem de prisão contra ele chegou a ser expedida, mas a queixa foi retirada pela ex-mulher.

Alan foi preso um dia após o crime, no mesmo bairro Rio Vermelho. A Polícia apurou que Carlos Eduardo foi atraído para uma emboscada quando tentava comprar cocaína. O corpo foi encontrado sem os tênis, usando apenas meias, camiseta regata e bermuda preta e apresentava diversos ferimentos na cabeça e no abdômen, mostrando que ele foi torturado antes de ser morto. Áudios obtidos pela Polícia e que também circularam pelas redes sociais comprovaram que o advogado atuava na defesa de criminosos no Rio Grande do Sul, o que chegou a abrir a possibilidade de que ele tivesse sido morto a mando de traficantes descontentes com sua atuação.

Em Florianópolis, o delegado Enio Matos, responsável pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, confirmou que trabalha para concluir a coleta de provas que possam incriminar a participação de Janaína como mandante. Somente após isso, o inquérito deve ser concluído e enviado à Justiça, com o pedido de prisão da mulher. Alan, o segurança que executou o advogado, segue preso em Florianópolis, onde deverá ser julgado por homicídio.

Por Floripa News

Publicidade