Itajaí: Mais de 450 atletas tiveram ajuda de custo cortada

Por causa do orçamento apertado, a FMEL vai pagar só uma das três parcelas restantes aos esportistas peixeiros em 2016

Mais de 400 atletas e treinadores que trabalham com o esporte peixeiro foram surpreendidos na última sexta-feira com uma má notícia. Em reunião que contou com todos os treinadores de alto rendimento das modalidades esportivas a Fundação Municipal de Esportes e Lazer de Itajaí informou que não tem como pagar os salários da galera nos três últimos meses de 2016.
De acordo com José Hiran Lamin, diretor de rendimento da FMEL, o corte das bolsas foi decidido pela prefeitura de Itajaí. “Informamos o valor necessário pra pagar os atletas nos três últimos meses do ano, algo em torno de um milhão e cem mil reais, e não será possível repassar toda essa verba,” esclareceu José.
Pra fechar as contas de 2016 no azul, a prefa só vai pagar a parcela de outubro, que deverá ser depositada até a metade de dezembro. Com a medida, os cofres públicos vão economizar pouco mais de 600 mil reais. “Nós lamentamos esse impasse e lamentamos o lado dos atletas. Não queríamos iludir ninguém, por isso decidimos falar com os treinadores e comunicar a decisão,” explica o diretor de rendimento José Hiran Lamin.

Guerreiros
Acostumados a batalhar muito pra poder competir, os representantes do atletismo peixeiro contam com mais de 30 atletas e quatro treinadores beneficiados pela FMEL. Apesar do corte, o professor responsável pela modalidade disse que vai continuar o trabalho com o mesmo empenho. “Já estamos acostumados com essas situações e não vamos desistir. Estamos aqui por amor ao esporte”, falou Luciano Moser.

Judocas sofrem com as novas medidas
Outra modalidade bastante prejudicada pela redução do orçamento municipal foi o judô. Comandado pelo ex-atleta e professor Fabiano Zamboneti, a modalidade conta com mais de 30 atletas dependentes das bolsas, que não vão mais poder contar com o benefício da FMEL. “É complicado, já que muitos deles contam com esse recurso pra necessidades básicas, como aluguel e alimentação”, revelou Fabiano.
Sobre o planejamento das equipes peixeiras de rendimento pro ano que vem, Zamboneti mostra preocupação. “Com essa decisão, de certa forma, Itajaí perdeu boa parte da credibilidade com seus atletas. Já não recebemos aumento este ano, mas sempre contávamos com a garantia do pagamento. Agora, será bem mais complicado convocar atletas pra defender a cidade. Outra situação que pode acontecer é a saída de atletas, já que eles podem negociar pra defender outros municípios e vão fazer isso se não receberem aqui. Eu me sinto envergonhado por essa situação,” desabafou Fabiano.
Ao todo, o Bolsa Atleta beneficiava quase 460 esportistas, treinadores e auxiliares técnicos do esporte peixeiro. Agora, eles esperam pra receber a última parcela de 2016 e ainda não sabem como o programa vai funcionar no ano que vem.

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